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Economia

Venda de bicicletas ganha impulso

Produção aumenta e prática esportiva é apontada como motivo de compra em Erechim

Venda de bikes ganha impulso
Juliano diz que setor aposta em novidades para atrair consumidores
Por Edson Castro
Foto Edson Castro

Elas estão cada vez mais modernas, com mais acessórios, não são mais as “básicas de antigamente” e tem caído cada vez mais no gosto dos brasileiros: são as bicicletas. Foi-se o tempo que o uso da “magrela” era mais convencional, para trabalho ou brincadeira. Juliano Tagliari, proprietário da Bicecletaria, uma das lojas do ramo em Erechim, diz que atualmente há uma grande procura do veículo baseada também na prática esportiva.

“O uso da bicicleta para a prática de esportes, seja simples passeios e trilhas ou competições, tem ajudado a fomentar o uso do veículo e consequentemente atinge as vendas”, pondera Tagliari.

E não pense que são apenas homens que procuram bicicletas. “Temos notado um grande movimento de mulheres também neste segmento, acredito que podemos falar em algo de 40% das compras já dedicadas a elas”, amplia Tagliari.

Ainda de acordo com o comerciante, a maior parte das pessoas faz sua primeira opção de compra por modelos mais básicos. “Depois vem o upgrade, a busca por modelos melhores, com mais acessórios. Quem já conhece, parte para algo mais sofisticado”, explica Tagliari.

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Para Tiago Bocchi, proprietário da Albino Bicicletas, outra loja do setor em Erechim, o fato de gerar economia com o aumento do preço da gasolina também tem influenciado em maior venda de bicicletas.

Ele também nota o movimento no sentido do bem estar, prática de esportes e lazer como fatores que contribuem para o setor. “Hoje muitas pessoas procuram uma bicicleta por questões de saúde”, comenta.

Tiago cita ainda que o advento das estações mais quentes e o Natal, podem ajudar em aumento nas vendas. “A questão do natal é mais para presente, para crianças. Já as estações mais quentes despertam o interesse do público geral”, amplia Tiago.

Números nacionais

A produção de bicicletas no Polo Industrial de Manaus (PIM) aumentou 35,2% em agosto sobre igual mês do ano passado e 45,8% na comparação com julho, com um total de 97,7 mil unidades. De acordo com os dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), desde o começo do ano tem sido constante o ritmo de crescimento.

Em julho último, houve alta de 31,7% em relação a igual mês de 2017 e, no acumulado de janeiro a agosto, foram produzidas 496,8 mil unidades, número 14,6% acima do mesmo período de 2017 e já se aproximando da projeção do setor de crescer neste ano 15%.

O balanço refere-se às principais empresas do setor que detêm 10 marcas: Caloi, Cannondale, GT, Schwinn, Houston, Audax, Sense, Sense e-bikes (elétricas), Oggi e Ox. Por meio de nota, o vice-presidente do Segmento de Bicicletas da Abraciclo, Cyro Gazola, justificou que o crescimento das ciclovias tem estimulado o uso das bicicletas tanto como meio de mobilidade nos centros urbanos do país como para as práticas esportivas e de lazer, este último caso registrado também em Erechim.

Em especial no mês de agosto, conforme explicou, a produção sempre tende a crescer em razão da expectativa de vendas nas datas comemorativas como o Dia da Criança, Black Friday e Natal.

Dinamismo

O executivo também atribuiu o dinamismo do setor à estratégia dos fabricantes de atrair o consumo pela diversidade de itens, oferecendo ao mercado bicicletas mais modernas e eficientes, equipadas com suspensões, dezenas de marchas e freios hidráulicos. A Abraciclo destaca que os produtos integram “conjuntos mais leves, mais resistentes e com design arrojado”.

A maior produção é o da versão urbana com uma expansão na comparação mensal de 60,8% (65,2 mil unidades). Só a Mountain Bike, MTB, teve elevação de 22,6% sobre julho com 31.978 unidades. Já os modelos voltados para uso em estradas tiveram um aumento da produção em 36% com 589 unidades.

A Abracilco informou que foi mantida a meta de um crescimento de 15% neste ano com uma produção de 765 mil unidades. Até julho último, a projeção era bem menor, de 9%. Os dados são só da produção, mas pela distribuição dos itens fica implícito que o maior consumo fica concentrada nos estados da Região Sudeste para onde são distribuídos mais da metade (54%) dessa produção. Para o Sul do país seguem 19,7%; para o Nordeste, 14,7%; para o Centro-Oeste, 6,5%; e para o Norte, 5,1%.

O Brasil importou 16.328 unidades, 15,2% mais em relação a agosto do ano passado e 131% acima do registrado em julho último. De janeiro a agosto, as bicicletas vindas de fora alcançaram 75.971 unidades, volume que é 3,6% superior ao mesmo período de 2017 e a maioria importada da China (82,5%), Taiwan (6,2%) e Camboja (4,7%).

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