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Política

Candidatos ao governo gaúcho falam sobre as fake news e seus planos para o RS

Em entrevista exclusiva, Eduardo Leite e José Ivo Sartori fazem o último apelo faltando quatro dias para as eleições

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Eduardo Leite e José Ivo Sartori
Eduardo Leite
José Ivo Sartori
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

“O ímpeto empreendedor dos gaúchos está reprimido diante de um Estado burocrático e caro”

Eduardo Leite, em entrevista fala sobre as fake news e como combater sua disseminação

O Jornal Bom dia entrevistou com exclusividade os dois candidatos ao governo do Rio Grande do Sul que estão no segundo turno, Eduardo Leite (PSDB) e José Ivo Sartori (MDB) que busca à reeleição.

Ambos falam sobre as fake news e como lidam com as mentiras que são jogadas todos os dias na internet. Falam também sobre o que fazer para o Estado voltar a ser atrativo e fazem apelo final aos eleitores que vão ás urnas no próximo domingo, 28.  

A seguir a entrevista com Eduardo Leite que aproveita e comenta alguns conteúdos que rechearam as redes sociais recentemente

As fake news, além do jogo pesado que é uma eleição, passou a ser um ingrediente a mais, para os candidatos, que precisam tempo para desmentir notícias que são lançadas nas redes. Como lidar com isso?

Eduardo Leite: Com bastante trabalho, procurando desmenti-las e assegurar que o eleitor tenha a informação correta nos veículos de comunicação e com os comunicadores de credibilidade. De certa forma é um trabalho educativo, no sentido de fazer o eleitor identificar o que é falso e interromper a cadeia de reprodução que se forma.

 

O Marcos Rolim será o seu secretário de Segurança Pública caso vença nas urnas?

Eduardo Leite: É fake. Os adversários querem grudar a minha imagem ao PT. Respeito o Rolim, mas temos pensamentos bem diferentes. O próprio Rolim já desmentiu no twitter. Meu companheiro de chapa, o delegado Ranolfo, já foi chefe da Segurança Pública do Estado. É um homem com experiência na área e vai nos ajudar muito a converter o sentimento de medo que o gaúcho experimenta hoje pela sensação de segurança que é uma das primeiras obrigações que o Estado tem de cumprir e que cumprirá no nosso governo.

 

Outra questão que circula na internet é sobre a secretaria LGBT que tinha durante o seu governo como prefeito em Pelotas? É fake ou verdade?

Eduardo Leite: Fake.

 

Já hasteou alguma bandeira LGBT em algum lugar?

Eduardo Leite: Nunca.

 

Sobre as privatizações sempre vem à tona a possibilidade de venda do Banrisul e da Corsan. Qual o projeto de seu governo para esses órgãos?

Eduardo Leite: O Banrisul e a Corsan vão permanecer públicos.

 

Com relação a presidência da República hesitou no apoio ao candidato Jair Bolsonaro? Por quê?

Eduardo Leite: Não houve hesitação. Disse que votaria no Bolsonaro na noite do domingo, 7, o dia do primeiro turno. A decisão se dá por uma razão simples: não é possível votar no Partido dos Trabalhadores, uma agremiação que mergulhou o país na maior crise de sua história, que aparelhou o Estado, responsável pelos maiores escândalos da era republicana e cujos líderes, em sua maioria, inclusive seu chefe maior, estão presos. Nós discordamos de algumas premissas do candidato Bolsonaro, mas entre ele e o PT não há dúvidas.

 

O Alto Uruguai é uma região com forte presença da agricultura familiar. Seu programa de governo contempla esse segmento?

Eduardo Leite: Nós vamos criar um grande programa de apoio ao agricultor familiar. Vamos levar a rede de energia trifásica à pequena propriedade, para proporcionar a base na qual o homem do campo terá mais autonomia e tecnologia para processar a sua produção. E, junto, levaremos internet rápida para facilitar o gerenciamento dos negócios e para ajudar a fixar o jovem na terra dos seus pais.

 

Faltam quatro dias para a eleição, por quê votar em Eduardo Leite?

Eduardo Leite: O ímpeto empreendedor dos gaúchos está reprimido diante de um Estado burocrático e caro. Muitas empresas estão ou transferindo-se ou estudando se transferir do RS. E como fazer o Estado voltar a ser atraente? Com a redução do custo do Estado. Para que seja competitivo tem de ser mais barato produzir no sul. E os custos determinantes são infraestrutura, o custo da logística, porque se depende mais do modal rodoviário, com rodovias precárias. O atual governo aprovou no início do mandato uma lei para concessões e não fez nenhuma. Nós vamos criar um amplo programa de concessões, melhorar e ampliar a malha rodoviária para escoar nossa produção agrícola e industrial e gerar milhares de empregos. Temos de reduzir a burocracia, tornar o RS o Estado onde mais rápido se aprovam projetos. O terceiro ponto é a carga tributária, que precisa ficar menor para não atrapalhar quem quer produzir e empreender. Precisa reduzir os custos do próprio Estado e focar no que interessa: saúde, segurança e educação. Nós propomos uma administração moderna e estabeleceremos parcerias que farão o Estado reencontrar o desenvolvimento. Nós vamos botar o Rio Grande para crescer.

 

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“Recebemos um Estado falido, voltado para si e de costas para a sociedade”

José Ivo Sartori (MDB) que busca à reeleição afirma que a população não é ingênua para acreditar em fake news e que a continuidade é não apostar em novidade  

Na entrevista que José Ivo Sartori concedeu com exclusividade ao Jornal Bom Dia, fala sobre o trabalho que foi feito nos últimos quatro anos e o enfrentamento diante das dificuldades de todas as ordens

As fake news, além do jogo pesado que é uma eleição, passou a ser um ingrediente a mais, para os candidatos, que precisam tempo para desmentir notícias que são lançadas nas redes: Como lidar com isso?

José Ivo Sartori: Às vezes, tem tanta fake news, que todo mundo reclama para lá e para cá, tem opinião de um e opinião de outro, e eu nunca me queixei disso. A população não é ingênua. O povo gaúcho sabe que enfrentamos as mentiras com ações, trabalho e honestidade. 

 

Defende a continuidade do governo. Nunca o RS reelegeu alguém. Qual a importância disso?

José Ivo Sartori: As eleições são o momento de decidir o que se espera para o futuro. É o momento dos eleitores decidirem se preferem a continuidade e os avanços, ou apostar em uma novidade. Fui chamado a concorrer à reeleição para dar continuidade aos projetos de modernização. Queremos continuar o enfrentamento das dificuldades para promover uma mudança que terá reflexos positivos no futuro das próximas gerações. Uma mudança que torne nosso Estado capaz de voltar a investir e prestar serviços essenciais às pessoas que mais precisam. 

 

O regime de recuperação fiscal é realmente a única saída? O que mais é preciso fazer para tirar o RS do estado que se encontra?

José Ivo Sartori: Recebemos um Estado falido, voltado para si e de costas para a sociedade. Enfrentamos interesses individuais, fizemos as reformas que precisavam ser feitas e estamos colocando o Rio Grande no rumo certo. Iniciamos a correção destas distorções históricas e avançamos muito no equilíbrio das finanças. Diminuímos o rombo no caixa projetado de R$ 25,5 bilhões para em torno de R$ 8 bilhões. Renegociamos os juros da dívida com a União, o que representou um alívio mensal de R$ 50 milhões, e reduzimos em R$ 22 bi o estoque. Economizamos R$ 1 bilhão por ano em cargos de confiança, diárias, consultorias, carros, viagens, além da reestruturação no número de secretarias. A adesão ao Regime de Recuperação Fiscal dará o fôlego necessário ao possibilitar a suspensão do pagamento da dívida com a União por três anos. Isso significa que cerca de R$ 11 bilhões ficarão no Estado para serem aplicados nos serviços essenciais à população. Representa novas contratações, salários em dia, reformas em escolas, melhorias nas estradas e qualidade nos serviços públicos. Mas a adesão ao Plano só será eficaz se avançarmos na modernização do Estado, para que atenda com mais qualidade às áreas de Educação, Segurança, Saúde, Infraestrutura e Políticas Sociais. 

 

Sobre as privatizações sempre vem à tona a possibilidade de venda do Banrisul e da Corsan. Qual o projeto de governo para esses órgãos?

José Ivo Sartori: Nunca cogitamos a privatização do Banrisul ou da Corsan. A Corsan é fundamental para levar água tratada e universalizar o saneamento no Estado, e o Banrisul tem um importante papel como instrumento de fomento ao desenvolvimento socioeconômico do Rio Grande do Sul.

Nossa proposta é federalizar ou privatizar as estatais de energia CEEE, CRM e Sulgás que são a contrapartida exigida pela União para adesão ao Regime de Recuperação Fiscal. Estas empresas não cabem mais no bolso do Estado. Precisam de grande aporte financeiro para sua manutenção e o RS não tem como suprir essas demandas. Com a privatização ou federalização destas estatais de energia, os recursos poderão ser investimentos em Educação, Segurança, Saúde, Infraestrutura e Políticas Sociais. Para se ter uma ideia, a CEEE necessita de R$ 2 bilhões para manter a concessão. A Sulgás depende do gás boliviano que entra pelo Mato Grosso do Sul gerando ICMS naquele estado, e em mais de 20 anos não expandiu mercado. E sobre a CRM uma pergunta deve ser feita: é função do Estado minerar carvão?  

 

Com relação a presidência da República rapidamente abriu apoio ao candidato Jair Bolsonaro? Por quê?

José Ivo Sartori: Apoiamos o combate à corrupção e a continuidade da Operação Lava-Jato. Também nos identificamos com a posição de defesa dos valores familiares, a honestidade do candidato e agimos conforme os anseios da grande maioria dos gaúchos.

 

O Alto Uruguai é uma região com forte presença da agricultura familiar. Programa de governo contempla esse segmento?

José Ivo Sartori: Nosso Programa de Governo é bem amplo em relação à agricultura familiar. Estamos comprometidos com a criação e fortalecimento de agroindústrias com apoio de programas como o Fundo de Apoio a Pequenos Agricultores (Feaper) beneficiaram milhares de famílias com melhorias na rede elétrica, construção de açudes e ampliação e compra de equipamentos e insumos. Vamos incentivar a agricultura familiar com assistência técnica e extensão rural e fortalecer os programas de gestão da propriedade para aumento no volume de financiamentos para projetos produtivos. Vamos reforçar os mecanismos de apoio à produtividade do campo e as atividades complementares, como fonte de renda para as famílias e viabilizar a eficiência energética no meio rural, incentivando o uso de fontes renováveis para reduzir o custo de produção. Além disso, daremos continuidade aos programas de capacitação e qualificação dos agricultores, reforçando a cultura associativa no meio rural, e de valorização das escolas agrícolas com parcerias junto ao Sistema S, além de incentivar e oferecer assistência técnica.

 

Faltando quatro dias para a eleição, por quê votar em José Ivo Sartori?

José Ivo Sartori: Porque votar em Sartori é escolher continuar avançando no enfrentamento das dificuldades para que o Estado realmente volte a servir às pessoas, e não a si próprio.

 

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