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Economia

Compra de flores artificiais e naturais movimenta comércio de Erechim

Mas lojistas estão preocupados já que do ano passado para cá as vendas caíram drasticamente em uma das datas mais importantes para o setor

Uma opção são as flores artificiais
Apesar da crise ainda as vendas são satisfatórias, diz Cristiano
Todos os anos a agricultura de Erechim Inês Rampi compra flores para o Dia de Finados
Finados era uma data muito esperada para ter bons lucros, hoje não é mais, afirma Gerson
Para quem vive da venda de flor a situação ficou bem ruim, afirma Fabiani
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

O Dia de Finados é uma data importante para o comércio de flores artificiais e naturais. Esse é um momento para lembrar e homenagear os amigos e familiares que se foram. A opção por uma flor artificial ou natural fica a critério de cada um. Apesar de movimentar o comércio nesse período, o cenário não é positivo se comparado com o ano anterior. Desde o ano passado para cá, as floriculturas estão preocupadas com a concorrência dos grandes mercados.      

Segundo o gerente do bazar, Cristiano Dornelles, nesse período aumenta bastante a procura por flores artificiais. “Todo ano, nessa época, a gente vende bem flores avulsas e arranjos. O pessoal prefere montar e aqui tem todas as opções de arranjos, argila, suportes, vasos”, afirma.

Cristiano ressalta que esse ano teve uma diminuição geral nas vendas, mas ainda assim, a expectativa é vender em media uns 50 mil galhos de flores artificiais com preços variados. “É bastante, mas ano passado a gente vendeu mais. Com a diminuição geral do ano inteiro, tem que se adaptar, por isso, a gente compra um pouco menos e o que compra vende, não fica em estoque”, explica.

O gerente explica que, apesar da crise, ainda se está vendendo bem. “A nossa região o pessoal é muito devoto, não deixa passar em branco. E, normalmente, compra antes, porque nos últimos dias ficam poucas opções. Monta os arranjos com as velas, que vende bem também”, destaca. E acrescenta, “as vendas foram satisfatórias, podia ser melhor, mas foi bom”, destaca.

A agricultura de Erechim, Inês Rampi, todos os anos compra flores para o Dia de Finados. “Compro flores para o meu filho e minha mãe. Todos os anos eu faço isso. Prefiro flores de plástico porque duram mais”, comenta.

O proprietário de uma floricultura, Gerson Flores Dornelles, que está nesse ramo desde 1992, afirma que até esse ano a venda de flores para o Dia de Finados era normal. “Uma data que a gente esperava para ter um lucro maior. Chegamos a vender ano passado três mil vasos de flores na faixa de R$15 a R$20”, observa.

No entanto, salienta Gerson, nesse ano a realidade mudou e ele comprou somente 100 vasos devido à concorrência dos mercados, que passaram a trabalhar com flor. “Isso acabou atingindo as floriculturas que não têm margem para competir com eles. Estão vendendo mais baratos do que pagamos. E para eles é só um item a mais, quem vive disso está sendo muito prejudicado porque não tem margem. Temos que conviver com essa realidade”, desabafa.

Gerson ressalta que tem que partir para outras coisas porque se só depender da flora não vive. “Reduzimos de três mil vasos para 100, e talvez não consiga vender tudo”, afirma.

Para Fabiani Bernardi, que trabalha com flores há 20 anos, a procura aumentou para o Dia de Finados. “Mas as vendas diminuíram bastante por conta dos mercados que colocaram flores para vender. Diminuiu bastante para nós”, observa.

Fabiani enfatiza que para quem vive da venda de flor a situação ficou bem ruim, já que ano passado foram vendidos em torno de uns 2 mil vasos e nesse ano a projeção é vender uns 300. A flor que mais sai nessa época é o crisântemo. “Pode ser que falte, mas é melhor faltar do que sobrar, porque senão o lucro vai embora, a expectativa é vender bem menos que ano anterior” conclui.

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