Publicidade

Economia

Olfar: uma indústria de oportunidades

Olhar permanente para novos negócios dentro de todo complexo fabril cria oportunidades e estrutura cadeia produtiva e econômica no país e na região

Na matriz, localizada em Erechim, estão situadas as plantas industriais de extração de óleo de soja,
Presidente da Olfar José Carlos
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

A empresa Olfar S/A - Alimento e Energia a cada ano lança novos projetos e se consolida ainda mais no mercado nacional e internacional, sendo um dos principais grupos econômicos do setor. Recentemente, o presidente da Olfar, José Carlos Weschenfelder, participou do 1º Fórum Bom Dia de Desenvolvimento na Frinape e falou sobre essas novas ações de crescimento da empresa com reflexos no desenvolvimento da região e do país. 

Um desses projetos é o Programa Regional de Energia Renovável, com objetivo de implantar florestas energéticas para produção de biomassa florestal (cavaco) na geração de energia e calor. Segundo José Carlos, esse programa visa atender a demanda da Olfar, mas também da região.

“Vimos essa deficiência futura e há necessidade de geração de energia em cima de eucalipto, por isso a importância de trabalharmos um novo projeto com a finalidade de retomar o plantio que já havia sido abandonado na região”, explica.  

O empresário enfatiza que a Olfar está sempre preocupada em integrar e atender a região nas suas ações. José Carlos lembra do projeto de distribuição do valor adicionado do ICMS decorrente da produção de biodiesel da empresa para os municípios da região.

“O ideal, normal e justo é que o retorno seja lá onde é produzido o grão, nos municípios. Foi com essa ideia e concepção, que na época se fez esse trabalho. E isso é importante para a região, porque os municípios têm dificuldades e essa geração traz um retorno rápido”, disse.  Conforme José Carlos, a Olfar nasceu na região e tem como objetivo fazer com que ela aproveite “sempre todas as benesses e resultados”.

Ele lembra que desde quando iniciaram as operações de extração, a empresa sempre pensou nas oportunidades de investimentos que poderiam surgir dentro do próprio processo de produção. “Iniciamos na extração e aí foi surgindo essa questão da bioenergia, do biodiesel, e a partir do biodiesel, tínhamos a geração de glicerina. Aí instalamos uma refinaria de glicerina para aproveitar essa oportunidade que estava ali”, comenta. E, acrescenta, “em vez de vender bruta trabalhamos ela”.

José Carlos observa que é permanente esse olhar para as oportunidades que existem dentro de todo complexo industrial. Assim é com a questão da energia e a necessidade de gerar vapor pelo consumo de lenha. “Essa é uma oportunidade de geração de renda para o produtor com garantia de consumo, que vai plantar e não vai ficar com aquela área sem utilidade, sem que possa agregar valor na atividade”, salienta.

O empresário afirma que é olhando sempre dessa forma que a Olfar vai criando oportunidades e estruturando uma cadeia produtiva e econômica com impacto na região, mas também no país. Já que a empresa atua nacionalmente, há poucos dias adquiriu uma usina de biodiesel no estado de Goiás, município de Porangatu.  

Segundo ele, a nova planta tem como objetivo atender a necessidade de biodiesel na região norte do país. “Surgiu essa oportunidade, a gente conseguiu realizar e está dentro do nosso planejamento”, destaca.

Outro exemplo, que segue a mesma linha de ação da administração da empresa, buscando energias renováveis, é a usina de biodiesel do Rio de Janeiro. Conforme José Carlos, essa planta utiliza como matéria-prima a gordura animal e o óleo recuperado de mesa, restaurantes, hotéis e da coleta em bairros.

O empresário comenta que a energia que essa planta precisa para geração de vapor vem da utilização de paletes de montadoras de veículos da região de Resende. “Ao redor da usina, num raio de 30 quilômetros, tem cinco montadoras de veículos, que geram um volume grande de paletes, que para eles é um problema ambiental”, observa.

E, acrescenta, “existem pessoas que coletam, picam, separam prego, ferro e nós consumimos. Nossa planta utiliza matéria-prima que é um problema para o meio ambiente. Ela é totalmente favorável ao meio ambiente”, observa.

A Olfar tem uma complexa e importante estrutura industrial, comercial e administrativa. Na matriz, localizada em Erechim, estão situadas as plantas industriais de extração de óleo de soja, usina de biodiesel e a refinaria de glicerina. A empresa tem, também, uma filial em São Paulo, responsável pela comercialização de óleo de palma e palmiste.

Leia também

Publicidade

Blog dos Colunistas