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Economia

Serviço lidera geração de emprego em outubro em Erechim

Em contrapartida, construção civil volta a ter saldo negativo, mantendo instabilidade mostrada ao longo do ano

Prestação de serviços foi a que mais gerou vagas de trabalho em Erechim em outubro
grafico mostra evolução do emprego em 2018
Por Edson Castro
Foto Edson Castro

Os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, nesta semana, revelam a geração de emprego em todo país, incluindo Erechim.

No total do mês, entre todos os setores, houve um saldo positivo de 51 vagas, muito pelo desempenho positivo do setor de Serviços, que teve um saldo de 78 vagas, entre contratações e demissões.

O pior saldo foi da Construção Civil, que aliás, vive um ano de instabilidade. Em outubro, o setor cortou 40 pontos de trabalho. Foram 205 demissões apara apenas 165 contratações.

No comércio, o saldo total é positivo com a geração de oito vagas, ma o que chama a atenção, é que este resultado é balizado pelas contratações do atacado, sendo que no varejo houve queda, com saldo negativo de três vagas.

Outro setor importante na cidade, teve saldo zerado em outubro. A Indústria contratou 308 pessoas durante o mês, para outras 308 demissões.

No ano, o saldo total ainda é positivo, com a abertura de 1,3 mil postos de trabalho. Já no período entre novembro de 2017 e outubro deste ano, foi criado um total de 834 vagas, o que mostra uma reação na criação de empregos formais neste ano.

Instabilidade

O setor da construção civil é o único entre os mais importantes da economia em Erechim, que tem mantido saldo negativo. No ano de 2018, são 42 postos a menos de trabalho. Este número vai a 126 se compararmos novembro de 2017 e outubro deste ano (12 meses).

Para o presidente do Sinduscon Erechim – sindicato ligado ao setor, Gilmar Fiebig, a instabilidade econômica enfrentada no país este ano, reflete os números da geração de emprego na construção civil.

“Este é o primeiro setor a ser atingido por esta instabilidade, pode também ser o primeiro a se recuperar a partir de uma economia mais estável. Mas o que tivemos em 2018, foi um ano de muita turbulência e isso acaba refletindo nas contratações feitas pelos empresários do setor”, aponta ele.

Perspectiva

Gilmar Fiebig acrescenta que há uma perspectiva muito boa para o ano de 2019. “Temos que esperar para ver quais as metas econômicas que o novo governo (federal), vai impor, de que maneira vai buscar a recuperação da economia brasileira como um todo. Mas pelo que vimos, inclusive na Frinape (feira em Erechim), através de conversas com empresários de outros setores, há uma expectativa muito positiva para o próximo período”, revela.

O presidente do Sinduscon acrescenta ainda que o início de 2019 promete ser de estabilização econômica. “Talvez poderemos notar um movimento melhor, mais para o segundo semestre. Mas no contexto geral, acreditamos em uma retomada importante da economia”, completa.

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