Está se formando um bloco de vereadores independentes na Câmara de Vereadores de Erechim. Vereadores da base aliada, que apoiam o prefeito Luiz Schmidt PSDB) e o vice Marco Lando (PDT). Dois deles já confirmaram serem independentes: Claudemir de Araújo (PTB) e André Jucoski (PDT). Outros são simpatizantes do movimento, que pode ganhar adeptos ao longo dos próximos dias. Esses movimentos, no ano que antecede as eleições municipais, pode ser prejudicial ao governo.
Intenção de deixar a liderança de governo
A vereadora Eni Scandolara (Progressistas) comunicou ao prefeito de Erechim, Luiz Francisco Schmidt (PSDB) a intenção de não continuar na liderança do governo: “Assumi a liderança, por um tempo. Fiz o melhor que pude. Penso que outros devem ter a oportunidade”, salienta.
A possibilidade de um bloco independente dos vereadores da base do governo, Eni se posiciona que isso é a escolha de cada um: “no meu caso continuarei a apoiar os bons projetos e ações do governo, e fazendo as sugestões quando necessárias”.
Parceiro do grupo independente
O vereador Gilson Serafin (PSD), sempre fez parte da base. Mas reforça que “procurei tomar decisões com imparcialidade. Defendi o governo como votei contra projetos do Executivo Fiz várias emendas contrariando com algumas intenções do governo. Vou continuar agindo da mesma forma, com imparcialidade, mas também parceiro do grupo independente”
Responsabilidade e humildade
Renan Soccol, vereador do PSDB, mesmo partido do prefeito em vários momentos teve uma linha independente na sua atuação, mesmo não abrindo apoio irrestrito ao grupo que surge: “Acredito que todo integrante de uma casa legislativa tem de ter sua atuação pautada pela independência e autonomia, uma vez que representa toda a população do município. Por isso, sempre se deve respeitar a todos os colegas de casa legislativa, a população do município e, igualmente, o Poder Executivo, para auxiliá-lo a administrar o município da melhor maneira possível, com responsabilidade e humildade”, finaliza.
O tom da atuação
André Jucoski (PDT) que já foi líder do governo, faz parte desse grupo independente, que não significa que será contra o governo, mas dá o tom de sua atuação: “atitude para provocar o diálogo consistente sobre a solução de problemas que o cidadão erechinense merece”.