PP, o Partido Progressista, decidiu continuar na base de apoio ao governo até a votação do impeachment no plenário da Câmara, o que deve ocorrer na próxima semana. O presidente do partido, senador Ciro Nogueira, negou que a decisão tenha sido tomada em troca de cargos no governo.
E avisou: todos do partido estão proibidos de assumirem cargos até que o impeachment esteja decidido na Câmara. Depois disso, segundo ele, é natural que haja conversas nesse sentido.
O PP tem atualmente 48 deputados no exercício do mandato e seis senadores. O presidente do partido afirmou, ainda, que não decidiu se vai liberar a bancada para votar livremente no impeachment.
Ele admitiu que a direção do partido tem a responsabilidade de estar na base aliada, mas que parte da legenda é favorável ao afastamento da presidenta. Essa orientação, segundo ele, será discutida nos próximos dias.
Nessa terça-feira, a presidenta Dilma Rousseff anunciou que não irá fazer a reforma ministerial até a votação do impeachment. As declarações da presidenta foram feitas em resposta à questionamentos sobre a recomposição da base aliada depois da saída do PMDB da base de apoio, no último dia 29.