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Economia

Preço dos combustíveis nas alturas - e subindo

Prepare o bolso: gasolina deve ter novo reajuste nas próximas horas em Erechim
Por Salus Loh
Foto Salus Loch

Não é à toa que o número de motocicletas segue aumentando. Em Erechim, conforme o Detran-RS, há 13.073 delas registradas (fevereiro de 2019). Parte para a explicação deste 'fenômeno' se dá pelo preço dos combustíveis - que voltaram a castigar o bolso dos consumidores nos últimos meses.

 

Preço de pauta, o vilão da semana

Em Erechim, os preços da gasolina, por exemplo, variam entre R$ 4,42 a R$ 4,77, conforme levantamento realizado pelo Bom Dia nesta terça-feira (16); enquanto o Diesel vai de R$ 3,19 a R$ 3,59. E o que está ruim deve piorar já nesta semana, em razão do aumento do chamado 'preço de pauta' do ICMS estimulado pelo governo do Estado.

Proprietários de postos ouvidos pela reportagem projetam que o reajuste médio deva girar entre 1,5% e 2%, com impacto imediato nas bombas.

E põe bomba nisso!

 

Queda de até 10% nas vendas

Além da questão estadual (ICMS), em âmbito nacional a alta do preço do dólar e a política de preços da Petrobras influenciam os valores, explicam os 'posteiros'; que se dividem na hora de analisar as consequências dos seguidos aumentos. Apenas dois, de um total de seis, dizem que estão 'satisfeitos' com as vendas na Capital da Amizade.

A maioria, no entanto, aponta queda na comercialização - que chega, em alguns casos, a 10% em relação a igual período do ano passado.

'Está péssimo', resume um tradicional empreendedor do setor.

Os seguidos reveses e dificuldades estariam, até mesmo, alimentando a possibilidade de troca de atividade por parte de alguns, especialmente, aqueles que pagam aluguel para manter as portas abertas. "Com o custo operacional alto e a margem baixa, é de se repensar o seguimento", revela um deles, que prefere não se identificar.

Enquanto isso, revendas de motocicletas agradecem e motoristas "chiam". Caminhoneiros, que receberam leve agrado da presidência da república ontem (16) - com anúncio de linha de crédito de R$ 500 milhões - ainda 'estudam' o que fazer; uma nova greve geral, aliás, não estaria descartada.

 

O que diz a ANP

Conforme a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), desde 2002 vigora no Brasil o regime de liberdade de preços em toda a cadeia de produção, distribuição e revenda de combustíveis e derivados de petróleo. Isso significa que não há qualquer tipo de tabelamento nem fixação de valores máximos e mínimos, ou exigência de autorização oficial prévia para reajustes.

Em seu site, a Agência garante acompanhar, semanalmente, por meio do Levantamento de Preços e de Margens de Comercialização de Combustíveis, o comportamento dos preços praticados pelas distribuidoras e postos revendedores de combustíveis.

Os preços dos combustíveis ao consumidor final, explica a ANP, variam como consequência dos preços nas refinarias, dos tributos estaduais e federais incidentes ao longo da cadeia de comercialização (PIS/Pasep e Cofins, Cide e ICMS), dos custos e despesas operacionais de cada empresa, dos biocombustíveis adicionados ao diesel e à gasolina e das margens de distribuição e de revenda.

 

Gás natural como alternativa ao diesel

A semana iniciou com a polêmica da intervenção do presidente Bolsonaro impedindo o reajuste de 5,7% no preço do diesel anunciado pela Petrobras - o que fez a estatal perder, em um dia, R$ 32 bilhões de valor de mercado. Do imbróglio nasceu uma alternativa sugerida pelo presidente do BNDES, Joaquim Levy: o gás natural poderia substituir o diesel como combustível para caminhões, assim como já ocorre na China. Para tanto, Levy sustenta que seria preciso abrir o mercado - que hoje tem monopólio de companhias estatais e da própria Petrobras.

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