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Saúde

Junho Vermelho: ‘Precisamos de sangue. Tipo: o seu!’

Na região Alto Uruguai o Banco de Sangue incentiva as doações e trabalha por agendamento. A necessidade mais expressiva continua sendo especialmente o grupo ‘O negativo’

Camile Tifani Richetti (39) é doadora há cerca de 20 anos
Por Izabel Seehaber jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Izabel Seehaber

Junho é um mês voltado à conscientização e incentivo à doação de sangue em todo o País. Em Erechim, o Banco do Alto Uruguai Gaúcho não apresenta falta de sangue no momento. “A receptividade da população de Erechim e região é muito expressiva”, afirma a enfermeira responsável técnica da entidade, Gelciane Pavan. 

Segundo ela, o que faltam são horários na agenda para as pessoas que querem doar sangue. A necessidade mais expressiva continua sendo os tipos negativos, especialmente o ‘O negativo’. “Hoje, é um pedido da comunidade para que sejam eliminados os agendamentos, porém, não podemos fazer isso, em razão de que temos que manter o equilíbrio entre os componentes que entram e os que saem. Em 35 dias vence e não podemos descartar o sangue de forma alguma”, destaca, citando que “diante disso, se tivermos pouco sangue na geladeira, coletamos mais. Se tivermos bastante, coletamos menos. Buscamos várias formas e a melhor alternativa para manter o equilíbrio é o agendamento”, enfatiza.

O sangue do Banco do Alto Uruguai é encaminhado para as seguintes instituições: Hospital Santa Terezinha, Hospital de Caridade, Centro Hospitalar Santa Mônica, Hospital Unimed. Também são atendidas as agências transfusionais dos hospitais do interior e ainda os pacientes dos 32 municípios da região por meio dos hospitais. “Além disso, em razão da Central de Leitos, pessoas de outras localidades mais distantes são atendidas e acabam recebendo sangue em Erechim. A abrangência é muito grande”, relata.

Como doar?

Atualmente as pessoas interessadas em contribuir por meio da doação de sangue devem ligar para o número: 3522 5366 ou se dirigir ao Banco de Sangue para fazer o agendamento.

Os doadores do grupo ‘O negativo’ não precisam agendar. Basta chegar ao balcão, dizer que possuem o referido tipo sanguíneo que serão atendidos sem agendamento, em função da necessidade por esse grupo.

Chegando ao Banco para a doação, é preciso apresentar um documento com foto e o cartão SUS. Do mesmo modo, é preciso estar bem alimentado, bem descansado, em perfeitas condições de saúde, ter entre 18 e 70 anos (com as particularidades que, entre 16 e 18 anos deve ter autorização dos pais. Se for a primeira doação, o limite é até os 60 anos de idade).

“Antes da doação efetiva, o doador passa por uma triagem em que será avaliada a situação da pessoa naquele momento, considerando que há situações que podem prejudicar o paciente e o doador também”, explica a enfermeira, que também reitera: “Qualquer problema de saúde impede a pessoa de fazer a doação”.

A liberação do sangue

Ao mesmo tempo, Gelciane comenta que é feito um trabalho significativo com o sangue. “São coletados quatro tubos para: sorologia, provas imunohematológicas (tipagem sanguínea, pesquisa de anticorpos). As amostras são encaminhadas para dois laboratórios (um em Novo Hamburgo e outro em Florianópolis), sendo que é feita uma comparação para posteriormente liberar essa amostra. Durante esse processo, o sangue vai para uma sala que é o ‘processamento’ – onde será realizada a separação (concentrado de hemácias, plaquetas, plasma, crioprecipitado). Na sequência o sangue vai para uma sala de ‘sangue não liberado’ até chegar o resultado da sorologia e os exames receberem o aval da bioquímica. Se estiver tudo certo, nesse momento o material vai para a sala de sangue liberado”, pontua.

A enfermeira ressalta que a campanha do ‘Junho Vermelho’ é importante e deve se estender a todo o ano. Gelciane reforça que cada bolsa de sangue pode auxiliar até quatro pessoas. “Tem uma frase que utilizamos muito e pode valer para todos os cidadãos: Precisa-se de sangue. Tipo: o seu!”.

Bons exemplos

Camile Tifani Richetti (39) reside em Gaurama e foi doar sangue na manhã de ontem (5). Ela é doadora há cerca de 20 anos e reconhece a importância deste ato. “Sabemos que por meio da doação é possível salvar muitas vidas. Já tive familiares que precisaram e desta vez estou doando para auxiliar a mãe de uma amiga. Se precisar doar voluntariamente, também estarei aqui. Como o próprio slogan do Banco de Sangue já diz: ‘Juntos somos mais fortes’, por isso é fundamental nos unirmos em prol da vida”, comentou.

A campanha

* Com informações da Agência Brasil

O mês de junho é tipicamente o período que as temperaturas começam a cair, propiciando aumento da incidência de infecções respiratórias, além da temporada de provas em universidades, escolas e do início das férias escolares. Por isso é o período em que se costuma registrar quedas significativas nos estoques dos bancos de sangue, públicos e privados. Para destacar a importância da doação de sangue nesse momento do ano, começou no último sábado (1º) a campanha Junho Vermelho.

A campanha iluminará com a cor vermelha, durante todo o mês, instituições públicas e privadas, prédios históricos e monumentos em diferentes localidades do país. Serão feitas ações especiais durante a semana do Dia Mundial do Doador de Sangue, que é comemorado no dia 14 de junho. Lançada no estado de São Paulo, a campanha Junho Vermelho ganhou status de lei estadual em 15 de março de 2017 (nº 16.386) e passou a ser promovida em todo o País.

A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que cada país tenha, entre 3% e 5% de sua população doadora de sangue frequente. No Brasil, o índice fica em 1,8%, enquanto em alguns países da Europa, cerca de 7%.

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