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Política

Eleições 2016: PT suspende tratativas sobre coligações municipais

Decisão do diretório nacional foi anunciada pelo vice-presidente estadual do partido do RS e pode afetar o cenário político erechinense

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Foto: Ilustrativa
Por Antonio Grzybowski

Se o PT Nacional confirmar a informação do vice-presidente e deputado estadual Altemir Tortelli, Erechim poderá sofrer um revés importante no processo eleitoral. Segundo Tortelli, a executiva nacional do partido determinou o congelamento de todas as tratativas sobre coligações nos municípios, fato que poderá implicar até mesmo no rompimento da possível dobradinha de Ana Oliveira (PMDB) e Anacleto Zanella (PT), na disputa pela prefeitura de Erechim.

A suspensão das negociações é válida por 15 dias, período que coincide com a fase de instalação da comissão especial do impeachment no Senado federal. PDT e PTB prestigiados Tortelli disse que o PT nacional deverá cobrar coerência dos partidos para composição das futuras coligações. "Não há como aceitar posições antagônicas de partidos em nível nacional e municipal", defendeu Tortelli. O parlamentar petista afirmou que houve uma grande traição do PMDB na abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma e que reflexos da ação deverão nortear as eleições municipais deste ano. Ao mesmo tempo, Tortelli, lembrou que partidos como PDT e PTB deram prova de fidelidade ao governo.

No caso do PDT, além de fechar questão contra o impeachment, o partido anunciou a expulsão de seis deputados federais que votaram pela continuidade do processo de afastamento de Dilma. Com isso, o deputado acredita que os dois partidos com tendência de centro/esquerda, merecem ser procurados para composição de chapas majoritárias. Tortelli também defende a ampliação no número de partidos que irão compor a base política nas eleições em Erechim.

Posição dos partidos

Para Luiz Antonio Tirello, presidente do PTB de Erechim, não existe nenhuma chance da sigla estar com algum partido da situação e confirmou o nome de Flávio Tirello (PSB), como o preferido. Ernani Mello, do PDT, disse que os trabalhistas estão no grupo de 14 partidos de oposição, mas não descarta a possibilidade de conversar, até mesmo com o PT do prefeito Paulo Polis, caso ocorra realmente um fato extraordinário de divisão entre PT e PMDB.

Vinicius Anzilero, presidente do PSDB, não acredita no rompimento do PT e PMDB em Erechim, e descarta qualquer possibilidade de aproximação entre o partido do ex-prefeito Luiz Francisco Schmidt e a base governista. "Não compactuamos com este modelo de governo", antecipou.

Outros partidos como PSD, PP, PSB, Solidariedade também já declararam que são oposição e não cogitam estar com PT ou PMDB nas eleições municipais, em Erechim.

Sem plano B

A vice-prefeita Ana Oliveira, que na manhã de sexta-feira (22) vistoriava os trabalhos na UPA, afirmou que não trabalha com a hipótese de rompimento entre PT e PMDB. Segundo ela, nem mesmo nas eleições para o governo do Estado houve interferência externa sobre o fator local e que o PMDB não trabalha com plano B para as eleições de outubro, ou seja, a pré-candidata ao Executivo erechinense não imagina outro cenário que não seja a coligação com o PT.

Vale a decisão nacional

Mais cauteloso em outra parte da entrevista, Altemir Tortelli disse que o PT deverá respeitar um acordo de apoiar o PMDB em Erechim, "mesmo sabendo que as pesquisas indicam a preferência do eleitorado por Anacleto Zanella", segundo ele. Tortelli ressaltou que deverá prevalecer a deliberação superior do partido. Se o PT fechar questão nacional contra o PMDB a situação racha em Erechim e Ana Oliveira e Anacleto Zanella terão que buscar no grupo de oposição, outros aliados para disputar o governo municipal.

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