As forças golpistas, provisoriamente vitoriosas, expressam coalizão antipopular e reacionária. Forjada no atropelo à soberania das urnas, aglutina-se ao redor de um programa para restauração conservadora, marcado por ataques às conquistas dos trabalhadores, cortes nos programas sociais, privatização da Petrobras, achatamento dos salários, entrega das riquezas nacionais, retrocessos nos direitos civis e repressão aos movimentos sociais. O programa neoliberal difundido pela cúpula do PMDB, “Uma Ponte para o Futuro”, estampa com nitidez várias destas propostas.
Tendo clareza deste cenário, a política que deve nortear as composições nas eleições municipais tem que estar em consonância com o enfrentamento e denúncia do golpe, bandeira de todos os lutadores sociais e defensores da democracia. O PT/RS entende que a denúncia do golpe e a defesa da democracia balizarão o processo eleitoral.
Portanto, a Executiva Estadual, ad referendum do Diretório Estadual que ocorrerá em 21 de maio próximo, resolve e orienta aos diretórios municipais, que alianças com aqueles que apoiaram o golpe não serão homologadas por esta direção.
As alianças municipais devem ser construídas sobre bases programáticas, abrangendo partidos que compõem a Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo e também setores e personalidade que se posicionaram em defesa da democracia e contra o impeachment.