A chegada do frio no Rio Grande do Sul e a corrida da população aos postos de saúde em busca de vacinas contra a gripe aumenta a preocupação dos gestores públicos municipais.
Conforme levantamento da Famurs, prefeitos de diversas regiões do Estado estão apreensivos com a falta de vacinas para prevenir o vírus Influenza, que provoca a gripe H1N1. De acordo com o coordenador da Comissão de Saúde da Federação e prefeito de Araricá, Sérgio Machado, a responsabilidade pela distribuição das doses pertence ao governo federal. "A alta demanda pelas vacinas contra a gripe afetou a distribuição dos medicamentos pelo Ministério da Saúde, que está tendo dificuldade em distribuir com agilidade as doses aos Estados", esclarece Machado, que também ocupa o cargo de 3º vice-presidente da entidade.
No norte do Estado, os prefeitos têm reclamado da falta de vacinas, segundo o presidente da Associação de Municípios do Alto Uruguai (Amau), Lírio Zirichto. "A população está nos cobrando", avisou o prefeito de Três Arroios
Em Erechim, vacinação atinge quase 100%
A notícia de que gestores relatam a falta em algumas regiões do Rio Grande do Sul não aplica, totalmente, em Erechim. O município foi o primeiro do Estado a iniciar a vacinação do grupo de risco. De acordo com o secretário de Comunicação, Salus Loch, as vacinações da gripe A (H1N1) já vieram quase que 100%. "Faltam apenas 700 unidades, de um total de 28,5mil", lembrou Salus.
Embora o município também esteja sem vacinas disponíveis, do total previsto, Erechim já recebeu 97,5%, que contemplam o grupo de risco. As pessoas que compõem este grupo e que procuraram as Unidades Básicas de Saúde já foram todas vacinadas, durante as três rodadas de vacinação. Quanto ao restante das vacinas, a expectativa é que a nova remessa chegue até a próxima semana, momento em que serão distribuídas.
Um óbito confirmado em Erechim
Conforme consta no informativo oficial do comitê Influenza e dengue na região da 11ª CRS, até o momento foi registrado um óbito em Erechim e três casos confirmados de Influenza A H1N1 em 2016 - sendo estes três últimos nos municípios de Nonoai, Aratiba e Viadutos, idades 35 anos, 57 anos e três meses, respectivamente.
O informativo também contemplou informações sobre a dengue, onde está divulgado um registro de óbito, por caso importado, em Faxinalzinho. A vítima, 47 anos, era moradora de Faxinalzinho que, no entanto, ficava dias em Chapeco, onde acabou falecendo