0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Economia

“Não são recursos extras”

Na avaliação do presidente da Amau, Mario Ceron, apesar de bem-vindo, o auxílio para os municípios da região vem para suprir o que já foi perdido

“Teremos mais perdas nos próximos meses e até anos”, disse Ceron
Recursos que os municípios irão receber em quatro parcelas
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

Segundo a Associação de Municípios do Alto Uruguai (Amau), os 32 municípios da região já receberam a primeira parcela dos recursos do Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus SARS-CoV-2 (Covid-19), liberado pelo governo federal. O programa vai repassar para os municípios da região, em quatro parcelas, um valor total de R$ 29.170.301,70.

Os recursos serão divididos conforme o número de habitantes, sendo que R$ 3.243.006,70 devem ser destinados a ações de saúde e assistência social e R$ 25.927.294,95 serão utilizados para reduzir os efeitos do isolamento social em função da pandemia do novo coronavírus.

Conforme o presidente da Amau, Mario Ceron, e prefeito de Ipiranga do Sul, o município vai receber um total de R$ 246.093,08, e a primeira parcela para a saúde será de R$ 6.839,85 e o valor do saldo livre de R$ 54.683,42.

Avaliação  

O presidente da Amau explica que os municípios já vêm tendo perdas no orçamento e que esses valores não constituem um aumento de recursos aos cofres municipais. “Pela lógica esse dinheiro já deveria ter vindo para o município”, afirma.

Ele enfatiza, ainda, que as projeções para o segundo semestre apontam para mais redução na receita dos municípios. “A previsão é que não se saia tão logo dessa recessão em função do isolamento pela pandemia”, diz.

Cautela

Ceron comenta que será importante os municípios terem prudência na hora de utilizar os recursos, porque tanto o Estado, quanto a União estão em dificuldades, e as demandas pelo setor público devem aumentar nos próximos dias, meses. “Então, além da diminuição dos recursos do orçamento, ainda vamos ter um aumento nas demandas por parte da população. As pessoas em época de crise vão acabar recorrendo cada vez mais ao poder público”, observa. E, acrescenta, “temos que cuidar bem desse dinheiro”.

Próximos anos

“Ainda bem que esses recursos vieram. Para os próximos anos vamos ter dificuldade, porque vai aumentar a demanda, pela lógica, uma economia em recessão aumenta a atividade pública. Essa recessão vai atingir os cofres públicos e as famílias por um bom tempo”, comenta.

O presidente da Amau ressalta que não são recursos extras. “Ele vem para suprir uma grande parte que já foi perdida, e pela probabilidade, teremos mais perdas nos próximos meses e até anos”, disse.

Publicidade

Blog dos Colunistas