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Saúde

Covid-19: Erechim entra na bandeira vermelha e caso não reverta apenas serviços essenciais poderão funcionar

Prefeito Luiz Schmidt diz se tratar de um erro do governo gaúcho e conversou com a secretária estadual de Saúde, para que seja revista essa decisão. Resposta ao recurso só na segunda-feira (29)

Prefeito contesta decisão do governo gaúcho
Por Rodrigo Finardi e Assessoria de Imprensa
Foto Jornal Bom Dia/Arquivo

Além das quatro regiões que já estavam na bandeira vermelha, o mapa do Distanciamento Controlado apontou piora nos indicadores em outras cinco regiões: Caxias do Sul, Erechim, Palmeira das Missões, Passo Fundo e Santo Ângelo. Somadas a Porto Alegre, Capão da Canoa, Novo Hamburgo e Canoas, o Estado tem, portanto, nove regiões na bandeira vermelha na rodada preliminar do modelo, divulgada nesta sexta-feira (26), um dia antes, que o Estado costumava divulgar.

O prefeito de Erechim, Luiz Francisco Schmidt, quando soube da notícia, que o município entrou em bandeira vermelha, entrou em contato com a secretária estadual de Saúde, Arita Bergmann, questionando a decisão do governo gaúcho: “Secretária, os números não estão corretos.  Em nenhum momento chegamos a utilizar 50% de nossa capacidade de leitos Covid-19 ou de UTI Covid. Como fazemos para que o Estado corrija seu engano”.

A secretária afirmou ao prefeito que irão reavaliar: “Obrigado secretária. Quero sempre a verdade. Se estivermos errados aceitamos com humildade e tristeza”, respondeu Schmidt. O município entrará com recurso para que seja revista a situação.

“Chequei os dois hospitais: equívoco do estado no número de leitos UTI, ninguém reduziu são 18 leitos UTI COVID e nunca usamos mais de 50% dos mesmos. Leitos de internação clínica COVID são 41 leitos e também nunca usamos 50% dos mesmos”, pontua o prefeito.

O prazo para o envio do recurso termina às 8h de domingo (28/6). Até a tarde da segunda-feira (29/6), o Gabinete de Crise analisará os dados enviados e rodará o mapa novamente, cuja definição final será divulgada na segunda à tarde. As bandeiras definitivas passam a valer, portanto, a partir de terça-feira (30/6).

Justificativa do Estado

Para Erechim entrar na bandeira vermelha, o Estado alega que o município não conseguiu reduzir o número de internados por Covid-19 em UTI de uma semana para outra (continuou com seis pacientes). Os municípios que integram a região de Erechim tiveram um aumento de seis para oito casos em leitos de tratamento intensivo. Além disso, a região teve 10 pessoas internadas por Covid-19 no último dia do levantamento, o dobro da semana anterior.

Ao mesmo tempo, Erechim sofreu uma redução de 18 para 14 a disponibilidade de leitos de UTI, um dos fatores que redundou na classificação final de bandeira vermelha. A região igualmente teve pequeno aumento dos casos confirmados de hospitalização por Covid-19 (de 9 para 10 registros) aos logo dos últimos sete dias.

O que muda

Caso Erechim não consiga reverter a cor da bandeira, não poderá ter regras mais brandas que as estipuladas no Decreto Estadual A flexibilização disposta no Distanciamento Controlado aos municípios será permitida apenas em situações de bandeiras amarela e laranja. No caso de medidas mais restritivas, os municípios podem adotar independentemente da cor em que estiverem.

Entenda o Distanciamento Controlado

Com base em evidências científicas e análise de dados, o modelo de Distanciamento Controlado – que está oficialmente em vigor desde 10 de maio, com o Decreto 55.240 – tem o objetivo de equilibrar a prioridade de preservação da vida com uma retomada econômica responsável em todo o Rio Grande do Sul.

Para isso, o governo dividiu o Estado em 20 regiões e mapeou 105 atividades econômicas. A partir de um cálculo que leva em conta 11 indicadores, segmentados em dois grupos – propagação do vírus e capacidade de atendimento de saúde –, determinou a aplicação de regras (chamados de protocolos) mais ou menos restritas para cada segmento de acordo com o risco calculado para cada região.

Conforme o resultado do cruzamento de dados divulgados de forma transparente, cada local recebe uma bandeira nas cores amarela (risco baixo), laranja (risco médio), vermelha (risco alto) ou preta (risco altíssimo). O monitoramento dos indicadores de risco é semanal.

O que muda caso não reverta

A bandeira vermelha, em essência, impõe restrições mais severas àquelas adotadas em áreas com bandeira laranja. Sendo assim, nas regiões classificadas como bandeira vermelha, somente estabelecimentos que vendem itens essenciais podem estar abertos, mantendo 50% dos trabalhadores. Os demais locais de comércio devem ficar fechados.

Restaurantes e lancherias ficam proibidos de receber clientes no local, mas podem atender em sistema de tele entrega, drive-thru e pegue e leve. Nos shoppings, também fica permitido o acesso apenas a serviços essenciais, como farmácias, lavanderias e supermercados, que podem operar com apenas 25% dos funcionários. Fora isso, os shoppings devem permanecer fechados, sem circulação de pessoas.

As aulas devem ser mantidas de forma remota. Cursos livres, cujo funcionamento seria permitido, com respeito às medidas sanitárias, a partir do dia 15 de junho, devem permanecer fechados, assim como escolas de ensino infantil, fundamental e médio e universidades.

Academias, missas e serviços religiosos, clubes sociais e esportivos (mesmo que com atendimento individual), e serviços de higiene pessoal, como cabeleireiro e barbeiro, por exemplo, passam a ser totalmente vedados.

 

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