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Economia

Erechim: pandemia bate na porta do setor imobiliário

Ano iniciou com boas projeções, que foram alteradas pela covid-19. Ainda assim, há resultados positivos, mas também negativos, e algumas lições a serem aprendidas.

Mercado de locações está refletindo a crise gerada pela pandemia, diz corretora
Nelson avalia que a “bolha imobiliária” não estourou, mas houve uma acomodação e uma volta à realida
“Na minha avaliação, o atual momento do mercado de locações é de estagnação, com oferta maior que a
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

O ano de 2020 iniciou com boas projeções para o mercado imobiliário e com expectativas promissoras. No entanto, o desfecho seria outro com a chegada da pandemia do novo coronavírus, a covid-19. Segundo o presidente da Associação dos Corretores Imobiliários de Erechim (Acime), Nelson Gonçalves, o sentimento era de “euforia”. No entanto, já nos primeiros meses do ano todos foram surpreendidos com a pandemia.

Efeitos

Conforme Nelson, o mercado imobiliário de Erechim sofreu as consequências da pandemia, assim como a economia geral do mundo todo. “Mas precisamos observar que o ramo de imóveis tem algumas peculiaridades, sendo uma delas o público de cada segmento e as ditas ‘bolhas imobiliárias”’, diz.

Linha popular

Ele comenta que os resultados apresentados pelos principais bancos financiadores de imóveis da linha popular, Minha Casa Minha Vida (Caixa e Banco do Brasil) têm apresentado resultados positivos, apesar da pandemia. Ele relaciona essa situação ao desejo do primeiro imóvel e ao planejamento familiar que, em função disso, tem conseguido driblar a crise atual.

Investidores

“No meio do caminho, os proprietários de imóveis, que são pequenos investidores, sentiram mais o peso da crise, pois perceberam que os imóveis comprados como investimento para locação ou para revenda foram os mais afetados. O risco de perder dinheiro aumentou em função da péssima expectativa gerada pela pandemia. Já na outra ponta, os compradores de renda mais alta aproveitam o momento para negociar preços e conseguir melhores ofertas”, observa.

Bolha imobiliária

De maneira geral, Nelson avalia que a “bolha imobiliária” não estourou, mas houve uma acomodação e uma volta à realidade. “Alguns imóveis, após uma grande elevação, voltaram a cair o preço e acredito que a tendência pós-pandemia seja essa mesma”, afirma.

Retomada

Para o presidente da Acime, o mercado imobiliário, de maneira geral, tende a reagir, após um momento de “reflexão e expectativas”, pois envolve uma necessidade básica, e o simples movimento natural de troca de imóvel por outro mais barato, já gera um fluxo de negociação. “A verdade é que quem está iniciando uma vida a dois precisa de moradia, seja alugando ou comprando. Quem está sendo mais afetado pela crise atual da pandemia precisa mudar de um imóvel mais caro para um mais barato. E, dessa forma, o mercado se movimenta e se ajusta”, comenta.

Análise

Conforme Nelson, os empresários do ramo imobiliário precisam aproveitar o momento para refletir suas ações. “Precisam incorporar de maneira definitiva algumas mudanças que se tornaram obrigatórias, neste momento, como o teleatendimento e a virtualização de processos. O momento atual é mais crítico com quem não tinha uma reserva estratégica, mas quem estava preparado, irá sair mais fortalecido deste teste de fogo vivido por todos nós”, afirma.

Alugueis

A corretora de imóveis, Rosemeri Demarco, de Erechim, afirma que a oferta de imóveis para locação em Erechim está bem alta. “Os exemplos são as salas comerciais em grande número disponíveis para locação na região central e bairros secundários”, diz.

Reduzir custos

Conforme Demarco, o advento da pandemia do novo coronavírus (a covid-19), trouxe mais um agravante, porque as empresas estão buscando, neste momento, a redução de custos fixos. “E o aluguel é um dos primeiros custos diretos a serem combatidos. Num primeiro momento tentam a renegociação, e em último caso, a troca por imóveis de menor valor, mesmo que em pontos menos atrativos”, observa.

Estagnado

E, acrescenta, “na minha avaliação, o atual momento do mercado de locações é de estagnação, com oferta maior que a demanda”.

Com relação a 2019

Segundo a corretora, o ano de 2020 iniciou com uma expectativa muito promissora, no entanto, o mercado de locações está refletindo a crise gerada pela pandemia. “O efeito-pandemia, como podemos definir a situação que vivemos e a incerteza de sua duração, gera intranquilidade aos empresários locais. Isso faz com que novos projetos sejam engavetados aguardando um momento de maior tranquilidade e perspectivas melhores”, comenta.

Neste sentido, Demarco observa que os novos candidatos à locatários acabam por ofertar valores menores, fazendo reduzir os valores de aluguel dos imóveis disponíveis. “Alguns proprietários, sensíveis ao momento e percebendo esse movimento do mercado, atendem ao apelo dos locatários na renegociação, apostando na permanência dos inquilinos”, afirma.

Ela observa que em meio a esse contexto uma boa negociação é imprescindível. “Sendo que os corretores de imóveis, por já terem conhecimento (know how) e passado por diversas crises do mercado imobiliário, são as pessoas indicadas para orientar as partes envolvidas, aguardando com esperança e muita fé o fim deste momento ímpar da economia mundial”.

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