O início da colonização de Campinas do Sul se deu por volta da década de 1920/1930, segundo informações do site da prefeitura. Mas o maior impulso se verificou nos anos de 1939 e 1940, quando levas crescentes de colonos aportaram na então denominada Vila Oungre, nome primitivo do atual município.
Os imigrantes, em sua maioria de origem italiana, com alguns de origem germânica, que vinham das chamadas colônias velhas, ou seja, da região da grande Caxias do Sul e do Vale dos Sinos, que migravam para os campos de Vila Oungre, atraídos pela fertilidade do solo e pela topografia favorável ao desenvolvimento das mais variadas culturas agrícolas. A extração da madeira de pinho foi uma das principais atividades dos primeiros desbravadores, dada a abundância da espécie "araucaria angustifolia", nos primórdios da colonização.
A riqueza criada pela indústria da madeira e pela florescente agricultura propiciou um rápido desenvolvimento da nova comunidade, e um incessante fluxo de colonos, industriais da madeira e comerciantes, que ensejaram o surgimento da Vila de Campinas do Sul, tendo ao seu redor um dos maiores celeiros da região.
Município
Em 29 de novembro de 1951, através da lei municipal nº 130, da municipalidade de Erechim, Campinas do Sul foi elevado à categoria de distrito, o 15º do município e sua sede, à categoria de vila.
Em 1958, instalou-se a Comissão Pró-Emancipação do município, integrada por Venâncio Hugo Della Latta; Arlindo Guarino Chiaradia; Olinto B. Battiston; Alberto Fossatti; José Eckert; Ulrich Hermann Hôschele; e, Mansueto Baccin, que, respaldada no pujante desenvolvimento do distrito e no firme apoio da coletividade campinense, viu seu trabalho coroado de êxito, com a sanção da Lei Estadual nº 3705, de 31 de janeiro de 1959, que veio dar autonomia administrativa ao novo município. A comuna foi oficialmente instalada a 31 de maio do mesmo ano.
Campinas do Sul é, hoje, graças à sua topografia e à fertilidade de seu solo, um dos municípios de maior produção agrícola da região, com destaque especial a cultura da soja, que, de dezembro a abril, cobre a quase totalidade do solo arável do município, chegando até a periferia urbana, num aceno de prosperidade e fartura, que se efetiva por ocasião da colheita.
População
A população estimada de Campinas do Sul, em 2019, era de 5.454 pessoas. A população no último censo (2010) foi de 5.506 pessoas, com uma densidade demográfica (2010) de 19,94 habitantes por quilômetro quadrado.
Trabalho e Rendimento
Conforme o IBGE, em 2018, o salário médio mensal era de 2.5 salários mínimos. A proporção de pessoas ocupadas em relação à população total era de 22.6%. Considerando domicílios com rendimentos mensais de até meio salário mínimo por pessoa, tinha 29.4% da população nessas condições, o que o colocava na posição 282 de 497 dentre as cidades do estado e na posição 4801 de 5570 dentre as cidades do Brasil.
Educação
Segundo o IBGE, a taxa de escolarização de 6 a 14 anos de idade, em 2010, era de 99,4%. O IDEB – anos iniciais do ensino fundamental (Rede pública), dados de 2017, foi de 6,9. O IDEB – anos finais do ensino fundamental (Rede pública), em 2017, foi de 5,9. Matrículas no ensino fundamental (2018): 556 matrículas. Matrículas no ensino médio (2018): 102 matrículas. Docentes no ensino fundamental (2018): 44 docentes. Docentes no ensino médio (2018): 25 docentes. Número de estabelecimentos de ensino fundamental (2018): 3 escolas. Número de estabelecimentos de ensino médio (2018): 1 escolas.
Economia
O PIB per capita em 2017 foi de R$ 34.165,71. O percentual das receitas oriundas de fontes externas (2015) foi de 87%. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), dados de 2010, é de 0,760 o que coloca o município na faixa de Desenvolvimento Humano Alto (IDHM entre 0,700 e 0,799). A dimensão que mais contribui para o IDHM do município é Longevidade, com índice de 0,842, seguida de Renda, com índice de 0,753, e de Educação, com índice de 0,691.
O total de receitas realizadas em 2017, segundo o IBGE, foi de R$ 22.542,71 (×1000) e o total de despesas empenhadas, 2017, foi de R$ 19.560,18 (×1000).
Saúde
De acordo com o IBGE, a taxa de mortalidade infantil média na cidade é de 18.52 para 1.000 nascidos vivos. As internações devido a diarreias são de 0.4 para cada 1.000 habitantes. Comparado com todos os municípios do estado, fica nas posições 1 de 497 e 300 de 497, respectivamente. Quando comparado a cidades do Brasil todo, essas posições são de 1 de 5570 e 3606 de 5570, respectivamente.
Território e Ambiente
Campinas do Sul apresenta 87% de domicílios com esgotamento sanitário adequado, 82.8% de domicílios urbanos em vias públicas com arborização e 33.6% de domicílios urbanos em vias públicas com urbanização adequada (presença de bueiro, calçada, pavimentação e meio-fio). O bioma é da mata Atlântica e pampa