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Social

As Campanha de Setembro Verde!

As campanhas buscam conscientização pela acessibilidade e inclusão da Pessoa com Deficiência, doação de órgãos e prevenção do câncer de intestino

Dra. Lis Tozatti Fernandes - Otorrinolaringologia - Cirurgia Cérvico-Facial Estética e Reparadora
Dra. Lis Tozatti Fernandes - Otorrinolaringologia - Cirurgia Cérvico-Facial Estética e Reparadora
Por Zeni Bearzi
Foto Divulgação

Setembro Verde: doe órgãos, doe vida. A campanha sobre a doação de órgãos, reune os esforços do Ministério da Saúde e de diversas ONGs. No Brasil, as filas de espera são longas, e o número de doações ainda é bem inferior à demanda. Mas há muitos trabalhos importantes sendo feitos, beneficiando várias pessoas que necessitam de um novo órgão para viver.  O gesto de doar envolve solidariedade, à medida que o órgão cedido vai para uma pessoa desconhecida, dependendo de critérios como gravidade e tempo de espera. A falta de conhecimento sobre o assunto é um dos principais motivos para o baixo índice de doações e para uma fila de espera tão extensa. A informação adequada permite abrir possibilidades para pacientes que aguardam há anos por uma nova chance.

Culturalmente, é muito difícil falar sobre a morte, e talvez essa seja uma das razões para a dificuldade em relação à conscientização sobre doação de órgãos. Há doações que podem acontecer em vida, como no caso de medula óssea, de um pulmão e de um dos rins. Para isso, é necessária autorização judicial e um adequado acompanhamento médico.

A ação de hospitais também é muito importante. A mobilização dessas instituições permite alcançar um número maior de pessoas e fornecer dados e esclarecimentos para a coletividade. Nas UTIs ou em quadros graves, o diálogo humanizado com famílias com antecedência ajuda na realização de uma tomada de decisão ágil caso aconteça falecimento do paciente, o que é fundamental para que uma doação tenha sucesso. A demora na escolha pode até mesmo gerar a perda do órgão. Com a adesão dos hospitais na campanha setembro verde, fica mais fácil prover informação e contribuir para a melhora do cenário de doações de órgãos em nosso país. A soma de esforços e a busca de conscientização podem trazer uma série de benefícios para pacientes, com melhores perspectivas para as pessoas na fila de espera por um órgão.

Um gesto de solidariedade salva muitas vidas e promove saúde à população. Para isso, é fundamental a mobilização das instituições hospitalares e profissionais da saúde, buscando divulgar mais os benefícios da doação de órgãos, sobretudo com a campanha promovida pelo setembro verde.

O Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, celebrado em 27 de setembro.

Setembro Verde: a luta pela inclusão. A campanha o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência foi instituído por movimentos sociais, em 1982, com o objetivo de promover e debater a inclusão social. A data foi oficializada no Brasil pela Lei nº 11.133/2005, em 14 de Julho, pelo então vice-presidente José Alencar Gomes da Silva. Contudo, a cor não é por acaso, mas por um significado especial: o verde da esperança de dias melhores para o país e para as pessoas com deficiência. O objetivo da campanha é  também para chamar a atenção da população e de empresas sobre a importância da inclusão das pessoas com deficiência.

O mês foi escolhido por conta do dia nacional da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cerca de 24% dos brasileiros possuem algum tipo de deficiência. E apesar da importância e da obrigatoriedade legal, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho formal ainda é pequena, cerca de 1% dessa população. A pessoa com deficiência sempre esteve longe dos espaços de fala e decisão. Seja por preconceito, discriminação, estigma, a verdade é que a pessoa com deficiência é tratada por muitos como alguém inferior. É inegável o avanço que tivemos com a aprovação da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

A maioria ainda enfrenta imensa dificuldade no acesso a direitos básicos, como saúde, educação, habitação e trabalho. E a percepção social ainda é pautada em critérios médicos, isto é, vê-se a deficiência como uma doença e uma responsabilidade da pessoa e da família em prover os meios necessários para que possa exercer direitos constitucionalmente garantidos a todos os cidadãos. No sentido oposto, a Convenção e a Lei Brasileira de Inculsão (LBI), consideram que a deficiência é causada pela sociedade, que não provê à pessoa com deficiência meios de exercer seus direitos em igualdade de condições com as demais pessoas.

Setembro Verde: prevenção do câncer de intestino. De acordo com o INCA – Instituto Nacional do Câncer, 90% dos casos de câncer no intestino poderia ser evitado. O câncer de intestino é o segundo mais incidente nas mulheres e o terceiro em homens. Estima-se que mais de 34 mil novos casos de câncer de intestino surjam até o final de 2020 (Segundo o INCA).

Os estados da região sul do Brasil, são aqueles com maior índice de diagnóstico da doença. Existe uma relação direta com o estilo de vida adotado nos três estados, como:

 - prevalência de excesso de peso e obesidade,

- sedentarismo,

 - tabagismo,

- consumo de bebida alcoólica

- consumo de carnes processadas (salsicha, presunto, linguiça, carne seca etc.)

Este tipo de câncer é altamente curável, porém, infelizmente, no Brasil, muitas pessoas não se atentam aos sintomas e acabam iniciando tratamento em fase já avançada. Em muitos casos, as pessoas não procuram ajuda pois falta informação de qualidade para que elas entendam o que está acontecendo em seu próprio corpo e possam procurar ajuda. Por isso, iniciativas como a Campanha Setembro Verde, são de sua importância para que cada vez mais pessoas tenham acesso à informação. Informação e prevenção são duas maneiras altamente eficientes para aumentar as chances e os índices de cura dessa doença.

Sintomas da doença:

Os sintomas mais comuns associados ao câncer de intestino são: sangue nas fezes, mudanças recentes nos hábitos intestinais, sensação de evacuação incompleta, cansaço ou fadiga inexplicável, dores abdominais, perda inesperada e repentina de peso.

Atenção, pois o câncer colorretal pode se desenvolver silenciosamente por um tempo, sem apresentar nenhum sintoma.

Por isso a importância de visitar seu médico regularmente e fazer seus exames de rotina.

Saiba mais

Dra. Lis Tozatti Fernandes - Otorrinolaringologia - Cirurgia Cérvico-Facial Estética e Reparadora

CRM-RS 19.601

*Médica formada pela Universidade de Passo Fundo

* Residência em Otorrinolaringologia pelo Núcleo de ORL de São Paulo/Instituto Felippu

 * Título de Especialista em Otorrinolaringologista pela Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia

* Fellowship em Cirurgia Plástica Facial com Prof. Dr. Fernando Pedroza Campo (CES University) em Bogotá – Colômbia

 * Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Rinologia e Cirurgia Cérvico Facial

 * Membro da International Federation of Plastic Facial Surgery Societies

 * Membro da Academia Brasileira da Cirurgia Plástica da Face  

 

 

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