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Saúde

O início de uma jornada em prol da vitória

“Devemos acreditar que vai dar tudo certo, ter fé e imaginar que será um período desafiador mas que
Por Izabel Seehaber
Foto Reprodução/ Arquivo Pessoal

Quinta-feira, 15 de outubro de 2020. Essa é uma data que está marcada para a técnica em enfermagem de Erechim, Ivone de Oliveira Malinski, como início de uma jornada em prol da recuperação.

Aos 50 anos ela recebeu há pouco tempo o diagnóstico de câncer de mama. Um fato que alterou toda a rotina, mas que, ao mesmo tempo, deixa a mãe de Rosie, de 28 anos, ainda mais forte.

Ivone contou à reportagem do Bom Dia, que tudo começou após o retorno de um dia de trabalho. “Passei as mãos nos ombros e depois na mama e percebi algo estranho. Alguns dias depois, mesmo sem sentir dor, mas permanecendo preocupada por ter notado uma diferença na mama ao fazer o autoexame, decidi procurar um médico na própria unidade onde trabalho, no Bairro São Cristóvão. Na sequência realizei uma ecografia e depois uma mamografia. Durante o exame o médico comentou que havia algo que deveria ser investigado melhor”, relatou, dizendo, ainda, que três dias depois, realizou uma consulta com um mastologista. Na ocasião, o especialista informou sobre o diagnóstico e disse que ela teria que fazer quimioterapia e radioterapia. “A última mamografia que eu tinha feito foi há um ano, por isso, mais uma vez reforço: é muito importante fazer todos os exames anualmente, não somente no Outubro Rosa. A prevenção é básica”, acrescentou.

Em um mês, a técnica de enfermagem realizou todos os exames (pelo SUS) e após 15 dias, já iniciou a quimioterapia. “Nessa semana foi a primeira sessão. A equipe colocou um cateter para facilitar a aplicação. O atendimento no Hospital Santa Terezinha é ótimo, a equipe prioriza a humanização no contato com os pacientes”, destacou.

A doença e os aprendizados

Ivone disse que uma tia materna já havia enfrentado o câncer de mama. Também salientou que sempre teve uma vida saudável e com alimentação equilibrada.  Ela também não fuma e não bebe. “A gente fica surpresa mas tudo é um aprendizado. Nesse mês eu já mudei como mulher, mãe e até como profissional. Acredito que um dia até vou agradecer. Devemos acreditar que vai dar tudo certo, ter fé e imaginar que será um período desafiador mas que irá passar e depois retomarei minhas atividades”, ressaltou, citando que o câncer de mama tem cura. “É essencial manter a esperança sempre”, completa Ivone.

 

 

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