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Saúde

Cooperação entre hospitais garante a continuidade dos atendimentos

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Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

Mantendo os trabalhos com estoques limitados de medicamentos, especialmente os voltados para a intubação dos pacientes com complicações respiratórias em razão da covid-19, as casas de saúde de Erechim e região superam desafios diários para prosseguir os serviços à população.

Nesta terça-feira (20), a Secretaria da Saúde e o Exército Brasileiro farão a entrega de quase 124 mil medicamentos do denominado ‘kit intubação’ a 62 hospitais do Rio Grande do Sul. O lote é formado por fentanila (1.910 ampolas), propofol (22.620 ampolas), midazolam (77.850 ampolas) e besilato de cisatracúrio (21.450 ampolas), totalizando 123.830 unidades. Erechim, porém, não consta na relação divulgada pelo Estado na tarde de hoje (19).  

O diretor executivo da Fundação Hospitalar Santa Terezinha, Rafael Ayub, se surpreendeu com a informação e afirmou que o cenário é crítico, principalmente em relação a um dos medicamentos, o relaxante muscular Rocurônio (ou atracurio). “Já tivemos empréstimo do Hospital de Caridade e troca com o Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo. Agora, estamos aguardando posição do Estado sobre o motivo que não fomos contemplados com o item. Ao mesmo tempo, havíamos realizado uma compra particular (1.500 ampolas – para 10 dias) e alguns fornecedores prometeram entregar até quarta-feira. Caso contrário, teremos, novamente, a falta do medicamento que é indicado para colocar muitos pacientes de bruços. Quanto aos outros remédios não estamos com problemas”, relata, citando que semanalmente é enviado um relatório à Secretaria Estadual de Saúde.

Ayub enfatizou que o preço que será pago pela aquisição do Rocurônio é, em média, de R$ 20 a R$ 35 (cada unidade).

Governo do Estado

Conforme o governo estadual, o rateio é realizado com base em dados de estoque e consumo informados pelos hospitais.

Ainda segundo o Estado, a responsabilidade pela compra desses medicamentos é das instituições hospitalares, não fazendo parte da rotina da Assistência Farmacêutica do Estado. No entanto, frente à dificuldade de aquisição no país e ao aumento da demanda desde o ano passado, o governo do Estado e o Ministério da Saúde se articularam para comprá-los excepcionalmente e distribuí-los às instituições com estoques críticos e que prestam atendimento pelo Sistema Único de Saúde.

Hospital de Caridade

O Hospital de Caridade (HC), informou, por meio da assessoria de imprensa, que eventualmente, alguns medicamentos, em razão da falta no mercado, têm sido substituídos por outros alternativos. Contudo, de modo geral, a instituição disse que está conseguindo manter os atendimentos de acordo com as necessidades dos pacientes, levando em conta que houve, recentemente, uma diminuição no número de pessoas internadas na UTI covid. “Estamos vencendo uma dia de cada vez, conseguindo comprar de maneira bem fracionada. Do mesmo modo, fizemos alguns empréstimos com o Santa Terezinha e emprestamos a eles também”, salientou o HC em nota ao Bom Dia.

 

 

 

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