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Economia

Como o Pix está democratizando a jornada digital das classes C e D?

Proporcionando menor custo, maior rapidez e exatidão nas operações financeiras, o Pix atende às necessidades das classes C e D ao facilitar o consumo

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Divulgação
Por Agência Brasil/
Foto Divulgação/Agência Brasil

Proporcionando menor custo, maior rapidez e exatidão nas operações financeiras, o Pix atende às necessidades das classes C e D ao facilitar o consumo

 

Já se pode concluir que o movimento estabelecido pelo Pix é um caminho sem volta. Isso porque toda inovação que apresenta um modelo de negócio coerente, promova a acessibilidade, que seja confortável aos usuários e traga agilidade a todos os agentes econômicos se torna capaz de mudar hábitos e culturas. O meio de pagamento intensificou seus objetivos ao longo desse primeiro ano. Com uma proposta bastante competitiva, ele dispõe de vários atributos: agilidade, baixo custo, aprimoramento da experiência dos clientes e promoção da inclusão financeira.

Contudo, para Marcelo Pereira, professor de Economia da Estácio São Paulo, o único e mais questionável ponto que possa demandar melhoria estrutural, é a vulnerabilidade do acesso às contas de pessoa física ou jurídica por quadrilhas que, nesse primeiro ano do Pix se aprimoraram nos crimes cibernéticos, furtos e assaltos. “Entretanto, como toda ferramenta, os ajustes para que o Pix tenha maior blindagem estão em andamento, com aprimoramento de processos, aplicativos de defesa e controle”, salienta o professor.

O Pix e seu processo de inclusão

Sem dúvidas o Pix angariou praticamente todas as transações ocorridas no mercado, seja da economia informal ou formal. De acordo com Marcelo Pereira, a inclusão e a amplitude observadas na operação desse meio de pagamento fizeram com que outros produtos, em diferentes tipos e formas, fossem ofertados aos seus clientes. Isso foi vantajoso principalmente para as classes C e D — que por muitas vezes se encontram em atividades informais, desde uma banca de doces até um pequeno negócio.

“E o que esse público sempre demandou foi a facilitação de seu consumo como pessoa física, como o tradicional carnê de pagamento, na compra parcelada, o financiamento na aquisição de produtos e serviços, além da falta de liquidez no seu dia a dia. A inclusão social e econômica proporcionada pelo Pix estabeleceu assim a continuidade de seus hábitos, atendendo suas necessidades e mantendo as expectativas da sustentabilidade financeira de seus negócios, muitas vezes agora com menor custo, maior rapidez e exatidão nas operações financeiras”, explica o economista.

Os consumidores efetivam assim, pela modalidade à vista, parcelada ou de troco, uma transação com maior conforto, exatidão e desburocratização, seja como consumidor, vendedor, doador ou prestador de serviço. Portanto, já não há mais papéis ou transações que levem ao não registro da operação e, principalmente, brechas operacionais que burlem economicamente as atividades.

O Banco Central e todo o Sistema Financeiro Nacional, em contrapartida, também ampliaram sua premissa de controle das operações financeiras, cuja interface se faz hoje cada vez mais atuante nas operações de fiscalização, apuração e mensuração de renda e receitas de toda a base monetária corrente na economia.

O impacto nas classes C e D

Segundo pesquisas realizadas nesse primeiro ano de Pix pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), as classes C, D e E foram as últimas a confiar no sistema, queixando-se de que ainda faltavam informações sobre como usá-lo. “Entretanto, a confiança desse público ultrapassou em 50% do total nessas classes, uma vez que após o aprendizado e percepção da facilidade, estabeleceu prioridade em torná-la recorrente para toda e qualquer operação, consumo ou demanda de produtos ou serviços”, argumenta o Pereira.

Além de proporcionar facilidade, o Pix não requer troco e possibilita valores maiores, o que facilita o cotidiano dos brasileiros que precisavam recorrer a um caixa do banco ou casa lotérica. “E essas opções funcionam para qualquer região ou condição, tornando cada vez mais popular essa modalidade, acrescidas pelas operações digitais, seja pelo e-commerce, redes sociais monetizadas e todas as demais atividades tradicionais que utilizam o Pix para reduzir seus custos de operação, custos de manutenção das maquinetas de crédito/débito e utilização de TEDs, DOCs e boletos, que ainda geram taxas elevadas”, completa o economista.

O capital integrado ao digital

De acordo com o economista, o Pix não é só inspiração, mas sim realidade, posto que já conta com diversos cases de mercado e expansões. “O capital está integrado pelo digital — e integra também a chamada economia ou mercado real. Hoje, temos empresas no segmento de construção civil, por exemplo, que têm assinatura de seus imóveis ou utilização pelo consumidor de residenciais de médio e longo prazo por assinatura. Tudo digitalizado e integrado pela interface dos aplicativos existentes, incluindo aí o Pix, com crédito/débito automático”, exemplifica Pereira.

Com esse exemplo, ele elucida que todos os aplicativos nascidos de pouquíssimo tempo para cá foram transformadores da sociedade e geraram fidelizações. “A permanência do consumidor e do ofertante por bens e serviços tende a ser absoluta daqui a algum tempo… seja pela expansão das moedas digitais, seja pela integração financeira, comercial e monetária dos mercados. Os consumidores, empresas e instituições estão cada vez mais estruturando seus quadros e infraestrutura para tal adoção, cuja utilização possa ser até híbrida, mas nunca mais e tão somente presencial. E três pontos justificam tal tendência, que já são realidades: menor custo, agilidade e, gradativamente, aumento de segurança na operação comercial e financeira”, conclui Marcelo Pereira.

 

*Com informações do site Consumidor Digital

 

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