Em período eleitoral, gosto de lembrar a frase do político erechinense Narciso Paludo: “muita água vai passar embaixo da ponte”. Refiro-me as eleições para o governador do Rio Grande do Sul. Tudo que hoje é, amanhã pode não ser mais.
Quem mais está “apanhando”
E a entrada de Eduardo Leite (PSDB), na corrida ao Piratini, bagunçou um pouco mais o que já estava bagunçado. Sua decisão de concorrer, aguçou os demais pretendentes ao cargo. Desde o anúncio, o Tucano está ‘apanhando’ nas redes sociais da esquerda até a direita.
A inutilidade das prévias
Evidencia que aqueles partidos (não todos), que realizam prévias, muito antes das convenções acabam desidratando, queimando seus nomes. Expõe feridas de grupos internos nas siglas, e que será levado adiante até as convenções, durante as eleições e depois dela. Abrir mão, na cabeça de uns caciques, é perder espaço e poder.
Momento turbulento
E quem mais vive esse momento turbulento é o MDB com seu pré-candidato Gabriel Souza. Uma parte quer que ela seja vice de Leite (PSDB). E uma outra parte, as bases, vê esse movimento perigoso. Só sua vontade não basta nesse momento. E a decisão ficará para as convenções partidárias que acontecem de 20 de julho a 5 de agosto, que tem ainda o desejo de Cesar Schirmer (MDB) concorrer ao governo.
PT quer aglutinar partidos de esquerda
O PT com Edegar Pretto sonha com uma candidatura que aglutine a esquerda. Mas Beto Albuquerque (PSB) reforçou ontem que segue candidato, que até aceita conversar. Mas quer concorrer na cabeça de chapa, com Pretto de vice e Manuela D’Ávila (PCdoB) para o senado. Uma costura difícil nesse momento. Ficará para as convenções.
Dois palanques para Bolsonaro no RS
A direita no RS, está dando dois palanques para o presidente Jair Bolsonaro (PL), com as candidaturas de Luis Carlos Heinze (Progressistas) e Onyx Lorenzoni (PL). Irão disputar o mesmo voto do eleitor. É possível o dois estarem juntos? Falei com os dois recentemente, e ninguém abre mão. Decisão, se é que irá mudar, só nas convenções.
Outras candidaturas
Outras candidaturas estão postas para o governo do RS, além dos nomes citados acima. O Patriota lançou o líder comunitário Marco Della Nina tendo como vice o Tenente Ademir Terres.
O PSOL lançou o vereador de Porto Alegre, Pedro Ruas, que deve ter na coligação o PCB e a UP, e a REDE, com quem tem federação a nível nacional.
O PSTU lançou a primeira mulher para disputar o Piratini. Trata-se de Rejane Oliveira, líder sindical e que já foi presidente em dois mandatos do CPERS – Sindicato.
O Novo, apresenta como candidato o advogado e empresário de Santa Maria, Ricardo Jobim
O empresário Roberto Argenta (PSC), tentou se cacifar no MDB para concorrer a governador. Não deu certo e mudou de silha e estará na disputa.
Após a desistência do presidente do Grêmio, Romildo Bolzan (PDT), de concorrer ao governo gaúcho, os trabalhistas, indicaram Vieira da Cunha.