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Saúde

Santa Terezinha: Centro de Parto Normal deve ser inaugurado em 60 dias

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Marlei Anhaia, Maria R. Mustefaga, João Pedro B. Rinaldo e Márcio Antunes Pires
Por Izabel Seehaber
Foto Izabel Seehaber

A Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim vivencia um momento de otimismo, especialmente nos últimos tempos que estão sendo marcados por investimentos na estrutura física. Isso contempla várias ações, entre as mais recentes, a conquista dos leitos de UTI adulto, entregues nesta semana, em solenidade com o governador e a secretária estadual de saúde e, ainda, uma obra que está em andamento, no valor estimado de 435 mil reais, para a criação do Centro de Parto Normal.

O diretor executivo da casa de saúde, Márcio Antunes Pires, enaltece que o Santa tem se caracterizado cada vez mais como um hospital regional e ainda, é destaque para o Estado. “Atendemos todo o Rio Grande do Sul, conforme regulação feita pelo governo e isso não é diferente no projeto do Centro de Parto Normal, tendo em vista que a nossa maternidade é referência para todo o Estado, especialmente na gestação de alto risco. Na região, é a única, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que atende os 33 municípios da Associação de Municípios do Alto Uruguai (Amau)”, relatou Márcio ao citar que a previsão de entrega à população é de 60 dias. “Trata-se de uma unidade que irá propiciar boas novidades, principalmente no compromisso com o parto humanizado e do mesmo modo, benefícios aos colaboradores, com melhores condições de trabalho”, acrescentou.

Parto normal x cesariana

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o índice recomendável de cesarianas deveria ficar em torno de 15%. Na prática, contudo, essa não é a realidade do nosso País e o mesmo acontece na região. Para a enfermeira Marlei Anhaia, coordenadora dos setores de Maternidade e Centro Obstétrico do Santa Terezinha, o novo espaço pode ser um estímulo ao parto normal. “Acredito que irá contribuir para a diminuição das cesarianas que são realizadas no hospital, devido a alguns fatores e materiais que teremos disponíveis, tais como: cromoterapia, musicoterapia, bola suíça, banquinho para posição vertical do nascimento, banheira, chuveiro, além de uma equipe multidisciplinar que concede todo o suporte e acompanhamento”, ressalta Marlei. Segundo ela, o objetivo é oferecer o melhor atendimento às pacientes. “Temos a liberação de um familiar para permanecer 24 horas com a mãe e o bebê. Propiciamos, ainda, que logo após o nascimento, o bebê tenha o contato imediato com a mãe e iniciamos a amamentação precoce para dar continuidade no alojamento conjunto”, explica a enfermeira.  

Benefícios para a mãe

Na mesma linha, a enfermeira gerente pela área assistencial em saúde, Maria Rogalski Mustefaga, salienta que a instituição sempre preconiza o parto normal. “Um dos aspectos é que a recuperação da mãe é mais rápida em relação à cesariana e o estímulo do nascimento para o bebê beneficia o pulmão. Além disso, na amamentação, também há vários benefícios, desde a deglutição, sucção, melhora da dentição, entre outros pontos”, pontua.

Maria afirma que já é realizado um trabalho eficiente com a estrutura atual, mas o novo espaço irá permitir um maior número de salas de parto normal, para estimular e favorecer mãe e bebê.

Em relação aos recursos humanos, ela assinala que, nesse primeiro momento há uma equipe estruturada com obstetras e pediatras que prestam serviços ao hospital, 20 técnicos de Enfermagem, em quatro turnos e quatro enfermeiros. “Dependendo da demanda que será registrada futuramente, há possibilidade de redimensionamento  ou contratação de profissionais”, completa.

Estruturação do projeto

Responsável pelo desenvolvimento do projeto, o engenheiro civil, João Pedro Bianchi Rinaldo, comenta que o setor passará de uma área física inferior a 150 metros quadrados para um espaço de 218 metros quadrados, em que, todos os quartos: Pré-parto; Parto e Pós-parto, estarão equipados com uma estrutura especial. “A solicitação chegou há aproximadamente oito meses, em um momento em que, a partir do crescimento do hospital, as demandas também aumentam e a área física acaba se tornando pequena para conseguir atender a todos da maneira estimada”, enfatiza.

João Pedro reitera, ainda, que no Santa Terezinha são realizados, em média, 100 partos por mês e a equipe entende que o conforto para a mãe é um dos fatores principais e que garantem mais bem-estar à família. “Desse modo, haverá área privada para cada mãe, bebê e seu acompanhante”, exemplifica.

Após a aprovação, a obra foi iniciada de imediato e, nesse momento, está sendo feito o fechamento das paredes. A próxima etapa envolve as instalações elétrica, hidráulica e de gases.

União e reconhecimento

No hospital Santa Terezinha, nesse clima de união de esforços para obtenção de conquistas, lideranças do poder público, da iniciativa privada e a sociedade como um todo, exercem um papel importante. Uma mobilização em prol do interesse comum.

Para o diretor executivo, um dos exemplos foi a iniciativa ‘Abraço ao Santa’, em que houve o apoio expressivo de toda a comunidade. “Hoje o Santa está mais próximo de todos e vice-versa. Ao passo que buscamos a parceria nas esferas de administração, seja no Estado, Município e União, percebemos que a comunidade está cada vez mais participativa. Isso é motivo de gratidão, não somente pelos investimentos, mas em razão do reconhecimento do hospital”, declara Márcio ao frisar que isso é importante também para os funcionários, o corpo clínico, técnico, e engrandece a missão de prestar atendimento de saúde e essencialmente, salvar vidas.

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