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Saúde

Frio intenso e o momento de vacinar

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Pneumologista, Leandro Gritti
Por Izabel Seehaber
Foto Arquivo BD

Com as baixas temperaturas, independentemente de apreciar ou não o frio, é necessário reforçar os cuidados em relação à saúde. Isso porque pode aumentar as chances de doenças respiratórias, como gripes, resfriados e até mesmo alergias. Para auxiliar na prevenção, entre as dicas está o hábito de uma alimentação saudável, com itens que fortaleçam o sistema imunológico, uso de roupas e acessórios adequados e, essencialmente, manter as vacinas em dia.

Nesse sentido, o médico pneumologista de Erechim, Leandro Antônio Gritti, reforça especialmente nesse momento, a importância da imunização contra a covid-19 e Influenza. “É essencial o esquema vacinal completo, com as doses de reforço em dia. As pessoas que as receberam têm menos risco de complicações a partir da infecção pelo Coronavírus, em relação às pessoas que não se vacinaram ou tem o esquema incompleto. Vale mencionar, ainda, que a dose contra a Influenza pode ser feita no mesmo dia que vacina contra a covid-19, e, caso contrário, recomenda-se um intervalo de 15 dias entre os imunizantes”, relata.

A vacinação já conta com calendários previstos para o reforço, os quais devem ser observados por cada pessoa, respeitando a data de retorno. Outro aspecto citado por Dr. Gritti, é que, por exemplo, quando há um quadro confirmado de covid-19, o paciente deve aguardar o período de 30 dias para fazer a aplicação da dose. Caso haja resfriado, a indicação é esperar pelo menos uma semana.

O médico salienta que as vacinas são seguras e, como todo medicamento, há um risco de efeito colateral, embora seja significativamente inferior em relação às próprias complicações que podem surgir a partir da infecção pelo vírus.

De acordo com a Anvisa, em geral, as doses de reforço são usadas para aumentar a resposta de anticorpos do organismo de uma pessoa a um vírus, depois que o sistema imunológico foi "preparado" pela vacinação inicial, como no caso da vacina contra o tétano, por exemplo. Doses adicionais de vacina também podem ajudar o corpo a combater diferentes variantes de um vírus, como a vacina anual contra a gripe. O reforço pode ser necessário, ainda, se a evolução do vírus resultar em variantes preocupantes e que não sejam mais reconhecidas de forma eficiente pelo sistema imunológico do vacinado.

As vacinas contra a covid-19 autorizadas pela Agência passaram por um processo rigoroso de avaliação da qualidade, eficácia e segurança. Assim, com base científica e em estudos, a Anvisa avalia se ou quando o reforço pode ser necessário. Esse processo de análise leva em consideração dados de laboratório, de ensaios clínicos, estudos de efetividade e o cenário epidemiológico das cepas variantes do Coronavírus.

Sobre os vírus

Conforme o pneumologista, atualmente estão em circulação o vírus da Influenza - com uma nova cepa, H3N2 – um dos principais responsáveis pela gripe comum e pelos resfriados, sendo facilmente transmitido por meio de gotículas liberadas no ar quando a pessoa gripada tosse ou espirra; além do vírus sincicial respiratório (VSR), o rhinovírus, a parainfluenza, o adenovírus, entre outros que causam infecções virais das vias aéreas.

Sendo assim, nunca é demais agir de maneira preventiva e seguir todos os cuidados que favorecem o bem-estar e uma vida mais saudável.

 

 

 

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