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Saúde

Caol: uma trajetória de 24 anos, marcada pelo acolhimento

Diretoria e voluntários promoveram atividades especiais que marcaram a quinta-feira (4), em Erechim

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Diretoria e equipe de voluntários celebraram a data
Por Izabel Seehaber
Foto Izabel Seehaber

Muito mais que uma estrutura física, mas um espaço de acolhimento e respeito. Com essa proposta, o Centro de Apoio Oncológico Luciano, o Caol, celebra 24 anos de história.

Para marcar a data, a diretoria e colaboradores promoveram ontem (4), uma série de atividades. Pela manhã, na presença do Caolito, mascote da entidade, foram realizadas visitas aos hospitais Santa Terezinha e Santa Mônica. De volta ao Caol, teve homenagem aos Dia dos Pais e um almoço especial para comemorar o aniversário da casa.

Já no turno da tarde, uma confraternização com a equipe de voluntários, emocionou a todos.

A presidente do Caol, Marilene Terezinha Rigo, destacou que a trajetória é marcada por muito trabalho e dedicação de muitas pessoas, incluindo a comunidade de Erechim e região. “Como representantes do Caol, estamos muito felizes por poder comemorar 24 anos e vale mencionar que o Caol é uma referência em nível de País, pois foi agraciado no Senado com o título de melhor casa de albergagem do Brasil. Isso nos orgulha muito”, comentou ao acrescentar que, outro fator importante é o número de pessoas que já passaram pela casa: cerca de 20 mil que compartilharam aprendizados e experiências.

Marilene aproveitou para convidar os interessados em saber mais sobre o Caol e as ações desenvolvidas, para fazer uma visita. “Temos um trabalho diversificado nessa que é uma casa de passagem, onde, durante tratamento, o paciente e um acompanhante podem permanecer. Temos um espaço grande e a ideia é que o Caol se assemelhe ao ambiente da própria residência, com fogão à lenha, entre outros aspectos que contribuem para o conforto e receptividade de que mais precisa”, enalteceu.

Trabalho voluntário

Rose Mari Matté Moreira está no Caol antes mesmo da fundação. Amiga da presidente, ela enfatiza que o Caol representa uma das coisas mais importantes de sua vida. “O primeiro encontro foi no dia 14 de abril de 1998, onde a Marilene apresentou a ideia e prontamente iniciamos o projeto. Temos muito amor e nosso objetivo é promover o aconchego e o acompanhamento dos pacientes nessa fase de tratamento”, pontuou.

Com o mesmo apreço pela missão voluntária, Nilce Marini Petry integra a equipe do Caol há 20 anos. “O que mais me cativa é poder oferecer carinho para quem está aqui, uma palavra de afeto ou simplesmente ouvir os relatos. É a minha segunda casa, onde sinto-me tão bem e realizada. Essa trajetória possibilitou um crescimento pessoal e que eu enxergasse a realidade da minha vida, de maneira diferente”, declarou.

Agradecimento

Para quem passa pelo Centro de Apoio Oncológico Luciano, o sentimento mais expressivo é a gratidão e as lembranças do carinho recebido pelos profissionais.

Marisa Testa acompanha o esposo José Sebastião. O casal reside em Vicente Dutra e está há dois meses em Erechim. “Se não existisse a casa, não conseguiríamos realizar o tratamento do meu esposo, tendo em vista que o custo de um hotel, por exemplo, é muito elevado. As pessoas nos acolheram com carinho, concedendo força. Sou muito grata por tudo e nunca vou esquecer tudo de bom que vivenciamos”, relatou.

Há pouco mais de uma semana no Caol, Leonice Goetz Graebin e o irmão Arcênio Goetz, ressaltaram o acolhimento. “Há 17 anos os meus sogros já estiveram aqui e sempre falavam: se um dia precisarem, procurem a casa. Quando estamos em um local assim, é muito agradável, é como se estivéssemos em uma grande família. O nosso muito obrigado”, afirmaram.

Mais sobre o Caol

Luciano Rigo Berndsen, que dá nome à casa, faleceu de câncer aos 17 anos. Após a partida do filho, movida pelo objetivo de oportunizar apoio, informação e conforto aos portadores de câncer, Marilene uniu pessoas em torno da sua causa e transformou o Caol em realidade.

A entidade, sem fins lucrativos oferece apoio, abrigo e acompanhamento às pessoas com câncer.

O trabalho desenvolvido conta com profissionais capacitados, além de parceiros e voluntários que desenvolvem durante o ano todo uma programação diversificada com atividades voltadas aos usuários de todas as idades e sexos que buscam o local. As palestras com temas amplos, as comemorações de datas específicas, os atendimentos de reiki e de beleza, as oficinas de artesanato, culinária, corte e costura, tricô, dentre outras atividades, resultam em benefícios coletivos e individuais.

A área de mais de mil metros quadrados construídos conta com confortáveis dormitórios (masculinos e femininos) com capacidade para 50 pessoas cada, equipada com cozinha e amplo refeitório, salas de convívio e de atendimentos, banheiros e área de lazer externa, além de outros ambientes administrativos.

Colabore com a casa

Quem quiser auxiliar nos trabalhos do Caol, seja financeiramente ou com serviços voluntários, pode visitar a entidade, na Rua 20 de Setembro, nº 68, Bairro Espírito Santo ou contatar pelo telefone: 3519-3344.

 

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