O discurso de Ana Oliveira, logo após ser confirmada como candidata a prefeita, foi de cautela e desabafo. As palavras, inicialmente, deveriam ser para os companheiros de partido, mas também foram ouvidas pelo prefeito Paulo Polis, o agora candidato a vice-prefeito Anacleto Zanella e lideranças das demais siglas que formam a coligação "Para Erechim continuar avançando" e chegavam para confraternizar na "Casa do PMDB" na noite da última terça-feira (2).
Ana disse que aquele momento - o da aprovação do seu nome e da coligação com PT - representava um momento histórico, pois, segundo a candidata, ao longo de oito anos muitas foram as dificuldades vencidas, desde divergências internas, até críticas da imprensa e dos grupos da oposição. Afirmou que muitos filiados deixaram o partido por discordarem dos espaços no governo, mas ressaltou que tudo serviu de aprendizado e que o PMDB chega mais forte para disputar o pleito de 2016.
Cautelosa, Ana antecipou a linha mestre do plano de governo e disse que, caso seja eleita, pretende priorizar as áreas de saúde, educação e gestão fiscal. Na prática, Ana não prometeu milagres, pois a Constituição exige que os gestores apliquem percentuais mínimos de 25% (educação) e 15% (saúde) - das receitas líquidas de impostos e transferênciasnas - áreas consideradas essenciais do serviço público e a Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe gastos além da receita.
No encerramento Ana deu o tom da campanha e disse que o atual governo deverá encerrar o mandato sem dívidas, "inclusive com a quitação de contas deixadas por ex-prefeitos que poderão ser nossos adversários", alfinetou.