Ação desenvolvida pelo serviço de Medicina Preventiva esclareceu dúvidas e repassou informações a mais de 130 pessoas
Pequenos ajustes nas escolhas alimentares podem se refletir em ganhos significativos à saúde. Por isso, no Dia Nacional de Combate ao Colesterol, 8 de agosto, o serviço de Medicina Preventiva da Unimed Erechim realizou uma atividade especial. Em copos transparentes foram dispostas as quantidades de gordura contidas em alimentos consumidos no dia a dia. Os percentuais – nem sempre benéficos – chamaram a atenção de muita gente que passou pelo Centro de Qualidade de Vida Unimed.
O objetivo da atividade, segundo o serviço de Medicina Preventiva, foi informar e sensibilizar a população sobre a importância de manter os níveis de colesterol controlados, por meio da adoção de hábitos alimentares saudáveis e uma rotina de exercícios.
Presente nas gorduras animais, o colesterol é muitas vezes visto como vilão, mas é essencial para o bom funcionamento do organismo. Ele é indispensável na produção dos hormônios andrógenos (masculinos) e estrógenos (femininos), que tornam possível a reprodução humana, além disso é importante na composição do ácido biliar, que regula a digestão dos alimentos e na síntese da vitamina D, responsável pela reconstituição dos ossos do corpo humano.
Cerca de 70% do colesterol é fabricado pelo próprio organismo, principalmente o fígado, e 30% é adquirido na ingestão de alimentos. O colesterol está presente em moléculas de substâncias denominadas lipoproteínas, entre as quais duas famílias são mais conhecidas: a LDL e a HDL. A lipoproteína LDL (low density lipoprotein - lipoproteínas de baixa densidade) é conhecida como o mau colesterol e o HDL (high density lipoprotein - lipoproteína de alta densidade), como o colesterol bom, porque remove o colesterol da corrente sanguínea. Quanto maior a concentração de colesterol e de LDL, maior o risco de doenças cardiovasculares.
Por meio de exames de sangue é possível verificar a taxa de colesterol em miligramas (mg) por decilitro (dl) de sangue. Pessoas com taxas abaixo de 200 miligramas de colesterol por decilitro são menos propensas a ter doenças cardiovasculares do que aquelas cujas taxas estão acima de 240 mg/dl.
Quando a pessoa possui algum fator de risco (fumante, hipertenso, diabético e/ou obeso), a frequência ideal para verificar a taxa de colesterol é uma vez ao ano ou de acordo com orientação médica, principalmente para quem tem mais de 40 anos. Nos demais casos, o exame deve ser feito pelo menos a cada cinco anos.