Não é de hoje que existe um desconforto do diretor executivo da Fundação Hospitalar Santa Terezinha, Jackson Arpini, com alguns membros do Executivo erechinense, mais precisamente alguns tucanos. As relações vêm se desgastando desde a entrada do vice-prefeito Flávio Tirello no PSDB.
Colocações que expressam fissuras
No dia 26 de julho, escrevi neste espaço, colocações de Arpini que expressam essa fissura: “O sustentáculo maior de um partido político, no qual existem pontos convergentes e divergentes, é o respeito - pilar fundamental de uma sigla partidária. Quando este sustentáculo essencial começa a ruir, é hora de partir".
Episódio recente
Episódio recente, ocorrido no dia 15 de setembro, na inauguração do novo centro de parto normal do Santa Terezinha, deixou a situação praticamente insustentável, por conta de fotos, que excluíram o diretor da mesma. E entre o dia 26 de julho e 15 de setembro, mais algumas faíscas ocorreram.
Após os ruídos, a conversa
Esse fato gerou uma enxurrada de especulações ao longo da semana, e Jackson estava disposto a sair em definitivo do hospital. Apesar de todos esses ruídos, ele e o prefeito Paulo Polis nutrem um respeito mútuo e de confiança plena. Na manhã de ontem, 22, os dois conversaram e chegaram num entendimento. Jackson ficará à frente do hospital até dia 31 de dezembro deste ano, pois o desfecho da reunião foi que a instituição está acima de questões pessoais.
O que pesou na decisão
O que pesou na decisão foram os projetos que estão tramitando na Bancada Gaúcha em Brasília, outros junto ao Governo do Estado para ampliação dos financiamentos dos hospitais públicos e obras que estão em andamento no Santa. Esses foram os argumentos usados pelo prefeito Polis, para demover Jackson de sua iminente saída.