Na tarde desta quinta-feira, 4, o prefeito de Erechim, Paulo Alfredo Polis, concedeu entrevista à TV Bom Dia. Fez uma retrospectiva das ações junto ao Executivo, as perspectivas para o último ano de mandato e sobre as eleições de 6 de outubro.
Um dos temas abordados foi a questão do contrato com a Corsan, que está suspenso desde 2016. Para ele se esgotou as tratativas e o município caminha para a municipalização da água no município: “Não tem mais jeito”, disse.
Quem deve para quem?
E existe uma questão do patrimônio da Corsan em Erechim. A companhia alega que o município tem que pagar em torno de R$ 100 milhões. Já o prefeito acredita que quem deve para o município são eles: “essa é uma questão que será judicializada. E iremos apresentar nossos argumentos”, pontuou.
O futuro do Santa
O Santa Terezinha, que vem operando desde sua aquisição pelo município com déficit, também foi tema da entrevista, de como buscar alternativas para ser autossustentável. Segundo o prefeito, já existe uma jurisprudência, e que o hospital de Ijuí saiu vitorioso, com uma nova tabela do SUS, que paga em torno de 50% a mais pelos serviços. E isso resolveria os problemas do hospital: “iremos buscar sim na Justiça essa questão, para deixa-lo sanado. E esses valores também são retroativos alguns anos, que podem ser abatidos em dívidas do hospital com a União”.
Régua salarial
Durante a entrevista, questione-lhe sobre a régua salarial do município, já que Erechim aparece entre as 300 maiores cidades do município, porém a média de vencimentos dos trabalhadores o coloca entre os 600 do Brasil. Afirmou que muitas empresas já entenderam esse movimento de valorização dos funcionários, e que outros precisam estar atentos para não perderem bons quadros.
“Não temos mais espaço para procrastinação”
Elogiou os secretários municipais, pela velocidade que imprimiram no setor público: “conseguimos implementar a velocidade que o setor privado sempre cobrou dos gestores. Não temos mais espaço para procrastinação”.
Espaço para outros partidos na coligação
O tema política foi na fase final da entrevista. Ele que irá concorrer à reeleição pelo MDB, deixou claro que seu vice está definido e será Flávio Tirello (PSDB): “iremos colocar nosso nome à aprovação da população. Aí saberemos se o nosso mandato foi bom ou não para as pessoas”. E nas entrelinhas, ficou claro que tem espaço na coligação para outros partidos.