O diretor executivo da Fundação Hospitalar Santa Terezinha, Jackson Arpini, está deixando o cargo em 31 de março. Já era para ter saído, mas por acertos internos ficou no cargo, mas a nova data é impreterível. Sai para organizar e comandar o seu partido, o União Brasil, onde é presidente, para as eleições municipais de 6 de outubro. Mas antes de sair, Jackson tem dois grandes desafios, além dos normais já existentes numa casa de saúde, do tamanho do Santa Terezinha, que atende 100% SUS.
1º desafio
Desde o ano passado em março, que Jackson vem conversando com o Estado. Apresentou pessoalmente um projeto específico para investimento na ordem de R$ 5 milhões, para suprir demandas prioritárias da casa de saúde, como um novo tomógrafo e outros equipamentos essenciais para melhorar o atendimento para toda a comunidade regional.
2º desafio
O segundo desafio está na capital federal. Em breve, Jackson deve retornar à Brasília, onde já iniciou tratativas junto ao DCEBAS (Departamento de Certificação de Entidades Beneficente em Assistência Social na área da Saúde), para alcançar esse benefício, fundamental para o hospital público. O pedido já foi protocolado, bastando agora uma decisão de governo.
Garantia de mais recursos
“Já mantivemos contato com a Diretora Dra. Adriana Lustosa Eloi Vieira e estamos no caminho certo para colocar a Fundação no rol das instituições filantrópicas, o quer trará inúmeros benefícios. Só para exemplificar, em fevereiro de 2023, o Ministério da Saúde repassou 2 bilhões de reais aos hospitais filantrópicos e para o nosso hospital, pela sua caracterização, nenhum centavo”, pontua Jackson.
Quem será o sucessor? Nomes são ventilados
Ambas as demandas foram semeadas, mas como o tempo é exíguo até sua saída do hospital, o seu sucessor deve receber esses pleitos, a colheita de um trabalho já iniciado. Não se tem o nome ainda do sucessor, mas dois são especulados. Um deles é o atual diretor administrativo, Márcio Pires, que trabalha com Jackson e conhece os dois projetos em andamento, e outros que não foram elencados. Outro nome no páreo é o suplente de vereador Rafael Ayub, que não concorre à reeleição e terá que deixar o Legislativo com o retorno do titular no início de abril. Já trabalhou no local, e conhece a realidade. Dois bons nomes, mas caberá ao prefeito a indicação, ou ainda, a busca por um terceiro nome.