O momento político em Erechim ainda é de cautela, por conta da janela partidária, com algumas trocas ainda para ocorrer, faltando menos de sete meses para as eleições municipais. Com redução do número de candidatos a vereador (máximo 18 por sigla), quem filiou mulheres, guarda a sete chaves, até 6 de abril, para não serem ‘cortejadas’, por outros partidos. A partir desta data, os nomes virão à tona, pois não poderão trocar de partido para concorrer (seis meses é o prazo). E todo candidato à prefeito, precisa ter uma nominata forte para vereadores, para atacar todos os lugares do município ao mesmo tempo, levando o plano de governo.
O perfil e as estratégias
Mas quais serão as estratégias que as candidaturas à prefeito irão usar? A princípio são três candidaturas postas: do atual prefeito Paulo Polis (MDB) com Flávio Tirello (PSDB) de vice; Anacleto Zanella (PT) com André Jucoski (PDT) de vice; e a candidatura dos partidos de direita que ainda não definiram os nomes e se especula vários. Mas mesmo sem a definição 100% dos nomes é possível fazer uma análise de como será o perfil e as estratégias de cada um, pelo que ouvi até agora.
Campanha municipalista
O prefeito Paulo Polis (MDB), tem sobre sua mesa, uma relação de obras em andamento que serão entregues nos próximos meses. Mostrará para a população o que foi feito nestes quatro anos, apostando uma campanha municipalista. E ainda terá no governo Eduardo Leite (PSDB) como um aliado, pelas realizações que fez em Erechim e região.
Explorar a imagem de Bolsonaro
A direita de Erechim, formado por vários partidos, trará para Campo Pequeno a discussão nacional, tendo como figura principal o ex-presidente Jair Bolsonaro e irão explorar ao máximo sua imagem. Buscarão polarizar a disputa, mas sem bater na esquerda e sim na candidatura do governo. Acreditam que a candidatura do PT pode tirar votos de Polis, então não podem desidratá-la, e sim mantê-la viva.
Os mais extremos vão ‘castigar’ o governo
Já a esquerda, formada por Anacleto Zanella (PT) e André Jucoski (PDT), aproveitarão a questão nacional com Lula na presidência, para reforçar seus projetos sociais e ações, adaptando para um plano de governo municipal. Os mais extremos irão ‘castigar’ o governo.