Os carrinhos de rolimã ficaram sós.
Não há mais meninos que vem primeiro
e os outros que irão depois.
Sós, à beira de uma calçada.
Não mais alcançáveis; apenas sonham
o mais inútil dos sonhos, o regresso...
Os carrinhos de rolimã
descansam de grandes ladeiras.
Os freios de madeira e borracha
não os defenderam do tempo.
Os carrinhos de rolimã ficaram sós.
Os meninos da calçada, agora repetem-se
nos endereços eletrônicos.
E não voltarão.