Na vida, desde que nascemos, embora ainda não tenhamos o contato com o externo após nove meses junto a placenta de nossas mães, não sabemos de nosso futuro, de nossos caminhos, e muito menos o que faremos ao longo de nossa vida, que pode ser curta, como longa e proveitosa em todos os sentidos.
Quisera nós sabermos, de antemão, se um dia seremos pai ou mãe, e se teremos um, dois, ou uma penca de filhos. Tudo está centrado no nosso destino, nas nossas convicções, nas nossas escolhas, sejam elas certas ou não. Como diz o ditado, só depende de nós mesmos.
Mas, quis o destino que crescêssemos, termos a oportunidade de fazer parte de uma boa família, ter um bom emprego, alçar para o futuro acompanhado por uma boa parceira ou parceira e, quando chegar a hora, termos os nossos filhos e, como acontece para todo mundo, ocorre uma enorme mudança na vida de cada um, pois ter um filho, por mais problemas que possam ter no decorrer da vida, é uma benção, é saber que aquele ser está ali, ao teu lado, convivendo e fazendo de sua vida algo melhor.
Afinal, o que seria de nossas vidas sem um filho para trocar uma ideia, confabular, educar, incentivar, falar do mundo e de todas as coisas que o aguardam fora de casa e da escola, sejam boas ou ruins, mas é uma realidade que devem ter para seguirem as suas vidas e formarem as suas famílias.
Mas, e quando estes mesmos filhos resolvem sair de casa, primeiro da casa dos pais para um centro maior para estudarem e, depois, para fora do país em busca de maiores oportunidades e uma maior formação para firmar um futuro sólido e próspero.
Mas, e quando esta hora chega, que não tem volta, já está em planejamento há muito tempo e não depende mais do pai ou da mãe, ou seja, só tem duas oportunidades, ou você chora porque vai, ou você chora achando que eles não vão.
Com toda a certeza é melhor chorar porque eles vão tomar um rumo a partir de então, conhecer pessoas de vários lugares do mundo, culturas diferentes e oportunidades ímpares. Daí, a partir de então, se desenha um novo fator a ser trabalhado, ou seja, manter o sono em dia, colocando as preocupações numa gavetinha que deverá ser aberta a cada momento e a saudade, esta a mais terrível, pois a distância não será a mesmo quando os filhos estão a 500, 1.000 quilômetros ou um pouco mais distantes, mas próximos territorialmente.
Hoje são milhares de jovens de todo o mundo que estão aqui ou acolá, brasileiros que estão no Japão, na França, na China, nos Estados Unidos e seja lá qual for o país, como japoneses e americanos e outros tantos que estão no Brasil. Todos, a seu modo, buscam novos caminhos.
Dentro deste universo local ou mundial, há de se tratar com um pouco mais de seriedade, a Síndrome do Ninho Vazio, ou seja, ela dá seus primeiros sinais quando eles saem de casa e se agravam mais quando estão mais distantes da casa, onde somente um avião pode matar esta saudade que é materializada com um cheiro, abraço e beijos em nossos filhos.
Enfim, como reforça o ditado, os filhos são para o mundo e o mundo foi feito para eles. Os tempos mudaram e os valores também, ontem se pensava em um automóvel, um bom emprego e uma casa própria. Hoje, graças as mudanças culturais, se busca o mundo, sem apego as coisas matérias, mas sim na essência da vida, da experiência e na riqueza cultural, que será a única coisa a ser levada após o descanso final.