Na manhã desta segunda-feira, 25, o prefeito de Erechim, recebeu na prefeitura os dirigentes dos partidos que farão parte da base governistas no Legislativo nos próximos quatro anos. Os três partidos que estavam juntos na eleição – MDB, PSDB e União Brasil -, e ainda os Progressistas, que concorreram contra o atual governo, mas foram convidados para fazer parte, e na semana passada deliberaram sobre o ingresso, o que garante ao Executivo, 14 cadeiras de 17, a partir de 1º de janeiro.
O aceite de um partido derrotado nas urnas
Numa análise mais profunda, a união desses partidos, requer uma série de análises. A primeira, o aceite de um partido derrotado nas urnas, que reconhece a força do grupo vencedor, e também uma questão de sobrevivência política, visando um crescimento futuro, ao lado de um grupo vitorioso.
Mirando um terceiro mandato consecutivo
Segundo, do posto de vista do governo, que politicamente trabalha muito à frente das demais siglas, e sabe que desde a democratização do Brasil, em 1985, nenhum grupo político governou o município por três mandatos consecutivos. Esse movimento, garante mais força política para quando 2028 chegar. Ao mesmo tempo que pressiona a todos, a trabalharem forte em seus espaços, para se cacifarem à majoritária, já que o atual prefeito, não pode concorrer novamente. Irá observar os destaques do governo, para logo ali na frente e nem tanto tempo assim, apostar suas fichas.
Adversários históricos, agora juntos
Terceiro, do ponto de vista histórico, o MDB consegue colocar num mesmo ‘caldeirão’, partidos que sempre foram adversários. Especificamente, os Progressistas, que sempre esteve entre os principais partidos de Erechim nas últimas décadas. Grupos tentaram no passado, mas não lograram êxito nas inúmeras tentativas.
Movimento ruim...para os partidos de oposição
Para os partidos de oposição em Erechim, esse foi um movimento ruim, pois deixa poucas opções de coligações futuras, já que deixou numa ponta do espectro político local, o PT, e na outra ponta o PL e os Republicanos (que concorreram separados esse ano), que terão que lutar contra todas as siglas de centro, centro esquerda e centro direita. E para alguns membros do governo, mais acomodados, achando que tudo ocorre ao natural, é um sinal de alerta, já que a nova construção política inicia agora e a eleição de 6 de outubro já é passado.
Prefeito acredita no avanço de Erechim
Para o prefeito Polis, esta união visa consolidar uma gestão de avanços importantes e continuar um trabalho que dê ritmo de crescimento e desenvolvimento para Erechim. Usando os jargões que sempre utiliza nesses momentos, Polis ressalta que essa união vai desconstruir um muro histórico e construir pontes para o futuro.
“Temos que nos unir, deixar os ranços no passado
O secretário-geral do Progressistas, Micael Kasmirski (cotado para assumir a titularidade da Secretaria de Assistência Social), comentou que o partido fez as avaliações internas necessárias: “Entendemos que sim, que temos que andar juntos, que temos que nos unir, deixar os ranços no passado e estar juntos, contribuindo com Erechim”.