Pedro Capeluppi, secretário de Parcerias e Concessões do RS, em entrevista para a TV Bom Dia, esclarece dúvidas sobre o modelo que será adotado na ERS 135 entre Erechim e Passo Fundo, e como foi constituído o valor de cada uma das quatro praças de pedágio ao longo da rodovia.
No final do ano passado o secretário esteve em Erechim, numa audiência pública, e nesta semana foi lançada consulta pública, onde a população pode participar, enviando questionamentos: “Esse momento da consulta pública é justamente para colhermos as impressões da sociedade, sobre diversos aspectos que envolvem a concessão. E a cobrança do pedágio é um objeto de discussão nesse momento. Mas não apenas isso. A concessão é feita para viabilizar investimentos. Temos um histórico no Brasil que as rodovias concedidas, recebem um investimento muito maior que o investimento público. As pessoas durante a consulta pública precisam estar atentas aos investimentos que serão feitos”, pontua Capeluppi.
“Ao final da consulta pública teremos um modelo mais justo e eficiente”
O secretário elencou que este lote no norte do Estado, onde está incluída a ERS 135, abrange 415 quilômetros: “Destes, 244 km serão duplicados. E isso é um valor de investimentos muito grande. Após as discussões, críticas, sugestões, chegaremos ao final da consulta pública com um modelo mais justo e eficiente, para termos um futuro com mais desenvolvimento nas regiões que receberão as obras”, salienta o secretário.
“Um pedágio só para manutenção incomoda as pessoas”
Para Capeluppi, “temos que fazer uma discussão do que é caro ou barato, com o que será entregue à população. Muitas críticas feitas pela população gaúcha com relação as rodovias pedagiadas é que a EGR não realiza entregas de obras. Um pedágio só para manutenção incomoda as pessoas”.
“Estamos olhando para aquilo que deu certo no Brasil”
“O que estamos buscando é olhar para aquilo que deu certo no Brasil. Sobre Erechim, me acionaram para agilizar a duplicação na saída do município, em torno de 5 km, onde se concentra uma grande expansão industrial e comercial que gera muitos empregos na região. E isso trouxemos para dentro do projeto. E essa avaliação que precisa ser feita do valor do pedágio, sempre levando em conta o volume de investimentos que virão”, salienta Capeluppi mostrando que Erechim e Passo Fundo vem crescendo e são importantes para a economia do Estado: “Mas precisam de logística, e principalmente dessa duplicação da ERS 135”.
“Se fizermos menos investimentos, automaticamente baixa a tarifa”
Uma das discussões recorrentes pela população é o valor do pedágio anunciado para a rodovia. O secretário Capeluppi, discorreu sobre como é feito esse cálculo: “Para se chegar no valor das praças de pedágio a cada km rodado, primeiramente foi feito o plano de investimento para esses trechos. E essas demandas foram elencadas pela população. E a cobrança da tarifa tem que cobrir esses investimentos. Se fizermos menos investimentos, automaticamente baixa a tarifa. Essa é a discussão com a sociedade, sempre buscando o equilíbrio”.
“O Estado está colocando R$ 1,3 bilhão para baixar o valor da tarifa”
O investimento do Estado, oriundo do fundo de recuperação do Estado, após as enchentes do ano passado, foi elencado pelo secretário, como de suma importância para se chegar no modelo apresentado: “O Estado está colocando R$ 1,3 bilhão de seu orçamento, para baixar um pouco o valor da tarifa. Se o governo não colocasse esses recursos o valor seria de R$ 0,32 o quilômetro rodado. Com esse aporte o valor cai para R$ 0,23 o km”, sublinha Capeluppi.
“Buscamos ser justos. Quem percorre um trajeto mais longo, paga mais”
As quatro praças de pedágio ao longo da ERS 135 no sistema free flow (sem praça física, com cobrança automática), foi a maneira que buscamos para ser justo com os usuários. Quem percorre um trajeto mais longo, paga mais, E quem usar a estrada em distâncias pequenas, pagará menos.
Os próximos passos
A consulta pública ficará aberta até dia 21 de fevereiro no site do RS Parcerias. Após o encerramento da consulta, todo o material será analisado, identificar o que é possível alterar, fazer os ajustes necessários, para posterior lançamento do edital da concessão (provavelmente em abril). Após esse prazo, no início do segundo semestre será feito um leilão, quando será conhecida a empresa vencedora. O objetivo do governo é assinar o contrato até o fim do ano, para que em 2026 iniciem as obras.