O princípio da intercooperação colocado em prática. Isso porque, o cooperativismo ultrapassa fronteiras. Na última semana, membros do setor de Desenvolvimento Cooperativista da Alfa vivenciaram uma nova experiência no Paraguai.
A convite da Cooperativa Pindó, de San Cristóbal, o assessor, Genuir Parizotto e o analista, Eduardo Tecchio, estiveram em contato com participantes de programas implementados recentemente pela cooperativa. A inspiração para o projeto? As ações já desenvolvidas pela Cooperalfa por meio do Alfa Jovem e Alfa Mulher. “Em 2022 recebemos a visita de integrantes da Cooperativa Pindó.
Na oportunidade, o grupo tinha o interesse de entender e buscar mais informações com base no que já é feito pela Alfa no desenvolvimento do quadro social, de modo especial por meio dos programas com mulheres e jovens (em andamento há 15 anos). O propósito era atuar de modo mais efetivo na questão de relacionamento com as famílias associadas”, relatou Genuir.
Motivados pelos resultados que viram na Alfa, os integrantes da Pindó implementaram um trabalho com jovens em 2023, o qual encerrou o ciclo neste mês. A formatura contou com a presença dos representantes da Alfa que apresentaram as experiências no cooperativismo.
Desde a recepção, aula com 32 jovens, até a celebração da entrega de certificados à noite, o roteiro foi repleto de alegria e olhar para o futuro. Para Eduardo, conhecer os jovens e trocar ideias foi uma oportunidade incrível. “Percebemos que há desafios em comum, entre a nossa realidade no Brasil e a deles, e mesmo que lá a atuação seja focada em grãos, percebemos que há uma carência no acesso a informações mais específicas, a exemplo do que é trabalhado pela Alfa.
Levamos informações e também trouxemos para cá muito conteúdo e pontos a serem observados em nossos projetos para que possamos evoluir juntos. Sabemos que somente o conhecimento possibilita esse crescimento”, enfatizou o analista de Desenvolvimento Cooperativista.
Genuir pontuou que a história da Pindó é muito interessante, pois, há mais de 40 anos, pessoas da região Sul do Brasil foram ao Paraguai com a ideia de desbravar aquela região. Hoje, a terra é muito fértil e tem como aliado, um clima favorável, onde os agricultores conseguem produzir três safras por ano: duas de soja; e no inverno, trigo ou canola. “Percebemos mais uma vez que a força do cooperativismo é determinante para o sucesso do agronegócio. Aonde as cooperativas estão, as cidades são mais prósperas, o povo tem mais emprego e o produtor tem mais confiança em entregar suas produções”, declarou.
Em conversa Genuir e Eduardo, o presidente da Pindó destacou que não é somente o preço ou o valor pago pelos produtos que tem se tornado atrativo para mostrar a cooperativa de uma forma diferente, mas sim todo o envolvimento com a comunidade e o que é possível agregar.
A Pindó, que possui 834 associados, com sete filiais, reconhece cada vez mais a importância de resgatar e preservar a história para que as próximas gerações entendam e valorizem essa trajetória. Para Alfa, o que fica é a gratidão e o orgulho.
“Para nós é muito importante perceber o quanto uma cooperativa jovem observa o papel de investir e estreitar o laço com os associados. Isso certifica que a Cooperalfa também está no caminho certo, e junto com o trabalho diário de todos os profissionais, as famílias podem prosperar e a cooperativa, por sua vez, evoluir constantemente”.