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Economia

Moradia estudantil deve movimentar R$ 1,30 bilhões até 2030 no Brasil

Erechim acompanha essa tendência nacional com forte procura por apartamentos mobiliados de um quarto, impulsionada pelo crescimento do setor educacional no município.

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Por Carlos Silveira
Foto Ilustrativa

 O mercado de moradia estudantil está em plena ascensão no Brasil. Segundo levantamento da consultoria Grand View Research, o segmento deve movimentar US$ 244,4 milhões em receita até 2030, com crescimento médio anual estimado em 3,5%. Os dados apontam para um cenário de alta demanda e oportunidades crescentes em cidades com forte presença universitária — como é o caso de Erechim, no norte do Rio Grande do Sul.

 Esse movimento se intensifica especialmente durante o chamado “Salmon Run”, expressão que define o período de alta procura por moradias estudantis, geralmente nas semanas que antecedem o início do ano letivo. Nesse momento, visitas presenciais, ligações e buscas online disparam, evidenciando uma corrida por moradias próximas às instituições de ensino, com critérios que vão além da simples localização: segurança, conforto e praticidade estão no topo da lista.

 “Escolher um lugar para morar durante a graduação envolve planejamento financeiro, definição de prioridades e fatores emocionais ligados à adaptação. Essa decisão pode impactar diretamente a performance acadêmica e a qualidade de vida ao longo do ano”, destaca Juliana Onias, gerente regional de operações da Share Student Living, empresa especializada no setor.

Erechim: polo universitário e crescente demanda por imóveis mobiliados

 Em nível local, Erechim confirma a tendência nacional. O município é sede de importantes instituições como a Universidade Regional Integrada (URI), Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e o Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), atraindo centenas de estudantes todos os anos de diversos pontos do país.

 Com essa movimentação, o setor imobiliário se aquece entre os meses de dezembro e fevereiro, quando ocorrem as grandes transições de semestre. A procura aumenta tanto por parte dos novos estudantes quanto daqueles que deixam suas residências por formatura ou mudanças de curso.

 Em contato com a Simão Imobiliária, a agente de negócios Beatriz Magrini confirma a forte demanda nesse período. “Todo final de ano a procura é muito grande. Os estudantes buscam principalmente apartamentos de um quarto e já mobiliados, evitando custos com mobília e eletrodomésticos. Temos diversas opções e sistemas modernos de garantia, como o modelo ‘Loft’, que dispensa a figura do avalista.”

 A mesma percepção é compartilhada pela equipe da Erechim Imóveis. Segundo Maira Pereira dos Santos, os meses que antecedem o ano letivo são os mais movimentados. “Dezembro e fevereiro concentram o maior fluxo de estudantes que chegam à cidade. A preferência são imóveis de um ou dois quartos, mobiliados e próximos às universidades. Em alguns anos, já chegamos a ter dificuldade em atender a demanda devido à rápida ocupação dos imóveis disponíveis.”

Soluções flexíveis para locação estudantil

 Diante desse cenário, imobiliárias da cidade passaram a oferecer diferentes modalidades de locação para facilitar o acesso dos estudantes. Com alternativas de garantia que substituem o avalista tradicional, como seguros fiança, títulos de capitalização ou garantias digitais, o mercado busca se adaptar a um público jovem, muitas vezes recém-ingresso no mercado de crédito.

 Além da praticidade, os estudantes valorizam a mobilidade, a proximidade com os campi e a economia compartilhada. Muitos optam por dividir apartamentos em formato de república para diluir os custos com aluguel, alimentação e transporte. Em tempos de mensalidades elevadas e gastos adicionais com materiais, roupas e alimentação, cada real economizado faz diferença.

Tendência para os próximos anos

 A expectativa é de que a moradia estudantil cresça ainda mais em cidades de médio porte como Erechim, especialmente com o avanço da interiorização do ensino superior e a valorização de cidades com boa infraestrutura, qualidade de vida e custo acessível.

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