A prostatite é uma inflamação da próstata, glândula localizada abaixo da bexiga e responsável por produzir parte do líquido seminal. Essa condição pode causar desconforto significativo, com sintomas como dor e queimação ao urinar, dificuldade para esvaziar a bexiga e dores no pênis, escroto, testículos ou períneo. A inflamação pode ser aguda, de início súbito e sintomas intensos, ou crônica, quando persiste por mais de três meses.
A principal causa da prostatite é a infecção bacteriana, sendo as bactérias Escherichia coli, Klebsiella spp. e Proteus spp. as mais comuns. Também pode estar relacionada a infecções sexualmente transmissíveis, como clamídia e gonorreia, além de procedimentos médicos invasivos ou fatores imunológicos e emocionais, como estresse.
Sintomas e quando procurar ajuda médica
Entre os principais sintomas estão a diminuição do jato urinário, dor ou ardência ao urinar, necessidade frequente de urinar, febre, calafrios, dor durante a ejaculação e, em alguns casos, presença de sangue na urina ou no esperma. Por serem semelhantes aos de uma infecção urinária, é essencial procurar um urologista para avaliação clínica e diagnóstico correto.
Diagnóstico e exames necessários
O diagnóstico da prostatite é feito com base nos sintomas e no exame físico, que inclui o toque retal para identificar inflamação. O médico pode solicitar exames laboratoriais, como hemograma, PSA, análise de urina e culturas de sêmen, para detectar a presença de bactérias. Em casos específicos, exames de imagem como ultrassonografia e ressonância magnética ajudam a excluir outras doenças prostáticas, como o câncer.
Tipos de prostatite
Existem cinco classificações principais:
- A prostatite bacteriana aguda (tipo I) tem início súbito e sintomas intensos;
- A prostatite bacteriana crônica (tipo II) evolui de forma lenta e persistente;
- A síndrome da dor pélvica crônica (tipo IIIA) causa dor contínua sem infecção ativa;
- A prostatite não inflamatória (tipo IIIB) apresenta dor, mas sem inflamação detectável;
- A prostatite inflamatória assintomática (tipo IV) ocorre sem sintomas, sendo descoberta em exames de rotina.
Tratamento e recuperação
O tratamento varia conforme a causa e o tipo. Casos bacterianos exigem antibióticos como ciprofloxacino ou levofloxacino. Para aliviar dor e inflamação, são usados analgésicos e anti-inflamatórios, e em algumas situações, alfabloqueadores, que relaxam os músculos da bexiga e da próstata. Casos graves podem requerer internação hospitalar ou até cirurgia para drenar abscessos. Fisioterapia pélvica e suporte psicológico também auxiliam na recuperação.
Prevenção e dúvidas frequentes
Homens com prostatite bacteriana devem evitar relações sexuais até o fim do tratamento, pois podem transmitir a infecção à parceira. O uso do preservativo é essencial. O melhor antibiótico deve ser indicado exclusivamente pelo médico, após avaliação clínica e laboratorial. A prostatite raramente se cura sozinha — a ausência de tratamento pode agravar o quadro e comprometer a qualidade de vida.