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Saúde

Canetas para emagrecer ganham espaço no tratamento da obesidade

Esses medicamentos se popularizam, mas exigem acompanhamento rigoroso para garantir segurança e eficácia

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As canetas para emagrecer devem ser usadas somente com indicação do endocrinologista e constante ava
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

As chamadas “canetas para emagrecer” tornaram-se protagonistas no tratamento de obesidade e sobrepeso. Esses medicamentos injetáveis, como Ozempic, Victoza, Wegovy ou Mounjaro, contêm substâncias como semaglutida, liraglutida ou tirzepatida, que agem reduzindo o apetite e a velocidade da digestão. Embora tenham ganhado popularidade, seu uso é restrito: só devem ser prescritas por endocrinologistas e acompanhadas regularmente para garantir segurança e eficácia.

Ação dos medicamentos

Os principais medicamentos utilizados pertencem à classe dos agonistas do receptor GLP-1, como a semaglutida e a liraglutida. Eles reduzem os movimentos gastrointestinais, retardam o esvaziamento gástrico e ampliam a sensação de saciedade, diminuindo o apetite ao longo do dia. Além disso, estimulam a liberação e regulação da insulina e ajudam a controlar os níveis de açúcar no sangue.

Outra categoria envolve a combinação de agonistas dos receptores GLP-1 e GIP, como a tirzepatida presente no Mounjaro e no Zepbound, que potencializa o efeito dos hormônios ligados ao controle do apetite e, consequentemente, à perda de peso. O tratamento deve sempre ser acompanhado por um endocrinologista e associado a hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e prática regular de exercícios.

Como aplicar a medicação

As canetas devem ser aplicadas por via subcutânea, na barriga, coxa ou parte superior do braço. É importante lavar as mãos antes e depois da aplicação e variar o local para evitar irritações. A periodicidade e a dose variam conforme o medicamento e sempre devem seguir a orientação do endocrinologista.

Cuidados necessários durante o tratamento

O acompanhamento médico regular é essencial, especialmente para ajustar doses e monitorar efeitos colaterais. A automedicação é perigosa, já que esses remédios podem interagir com outras substâncias, causar hipoglicemia ou desencadear efeitos indesejados. É recomendável evitar o consumo de álcool, manter boa hidratação e comunicar qualquer sintoma ao médico.

Possíveis efeitos colaterais

Os efeitos mais comuns incluem náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal, refluxo, gases e irritação no local da aplicação. Hipoglicemia pode ocorrer, especialmente em pessoas que também usam medicamentos antidiabéticos.

Em casos mais raros, podem surgir pancreatite, colelitíase, gastroparesia, obstrução intestinal ou reações alérgicas graves. Qualquer sintoma intenso ou persistente exige atendimento de urgência.

Riscos do uso sem orientação médica

O uso inadequado aumenta consideravelmente o risco de efeitos adversos graves. Sem monitoramento, alterações metabólicas passam despercebidas e ajustes incorretos de dose podem colocar a saúde em risco. Além disso, a interação com outros medicamentos pode comprometer o tratamento ou intensificar efeitos colaterais.

Interferência nos anticoncepcionais

Esses medicamentos podem reduzir a eficácia de anticoncepcionais orais, especialmente em pessoas com sobrepeso ou obesidade. O retardo do esvaziamento gástrico pode dificultar a absorção da pílula. Por isso, é recomendado o uso de preservativo e avaliação ginecológica para considerar métodos alternativos, como DIU ou implante.

Quem não deve usar

As canetas são contraindicadas para gestantes, mulheres que amamentam, pessoas com alergia aos componentes da fórmula, diabetes tipo 1, pancreatite, doenças inflamatórias intestinais, tumores em glândulas, retinopatia diabética, cetoacidose ou histórico pessoal ou familiar de câncer de tireoide. Em menores de idade, só devem ser usadas para tratamento de diabetes tipo 2, com orientação médica.

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