No final da tarde de 23 de novembro, Erechim viveu um dos mais severos episódios climáticos de sua história recente: uma chuva de granizo com pedras de gelo grandes o bastante para quebrar para-brisas e amassar latarias de carros, além de causar danos em residências e estruturas da cidade.
O fenômeno, que durou apenas alguns minutos, deixou um rastro de prejuízos e mobilizou órgãos de defesa civil e autoridades municipais, estaduais e federais para a avaliação dos impactos e atendimento às famílias afetadas.
Em meio ao processo de reconstrução, muitos proprietários de veículos se depararam com uma questão prática e urgente: o que fazer quando o carro é danificado por granizo?
A resposta passa pela análise das coberturas de seguro e pela compreensão de como as apólices podem (ou não) amparar esse tipo de ocorrência, um tema que ganha relevância diante dos estragos registrados e da quantidade de pessoas que ainda não tinham proteção contratada no momento do temporal.
Para aprofundarmos mais sobre este tema de extrema importância, falamos com a corretora de seguros Angélica Moretto que nos deu uma orientação e pontou o porquê é importante ter uma apólice de seguro quando a gente menos espera, afinal, o inesperado pode acontecer a qualquer momento de nossas vidas.
BD: Como está sendo a procura para seguro automóveis após a chuva de granizo, ou seja, isto veio a fazer com que as pessoas procurassem uma apólice?
Angélica: Sim, teve um bom aumento de procura nos orçamentos, tanto de veículos como os residenciais. Principalmente de quem não tinha seguro, mas teve também procura por pessoas que não tinham seguro total contratado.
BD: Qual o melhor caminho a ser adotado para quem vai fazer o seguro pela primeira vez, ou seja, o que deve ser levado em conta?
Angélica: Primeiramente o seguro deve ser cotado conforme a necessidade do cliente, guincho e carro reserva são coberturas bem importantes para considerar a quantidade a contratar. Além disso, o seguro total é a melhor escolha, aquele que cobre os danos do veículo segurado e do terceiro.
Hoje tem várias companhias de dispõe de coberturas separadas, como somente roubo e furto, incêndio ou cobertura somente para terceiros, o que nesses casos de granizo como aconteceu na cidade, não terá cobertura.
BD: Como é avaliado o seguro de acordo com o automóvel e a partir de que ano ele vale a pena?
Angélica: Hoje as companhias têm aceitação de veículos de até 25 anos para nacionais e 8 anos para modelos importados. O que é levado em conta é principalmente o modelo do veículo, disposição de peças e valores de conserto, além do perfil do condutor (análise de CPF e idade).
BD: Hoje, o que o assegurado tem de vantagens?
Angélica: As coberturas que devem ser incluídas para melhor atendimento em todas as situações são: cobertura para vidros em caso de quebra somente de uma peça onde pode fazer a troca com uma franquia menor; pequenos reparos que inclui a funilaria e pintura de peças em separadas, aqui também com franquia menor, além disso algumas companhias dispõe dos serviços de martelinho de ouro, conserto ou troca de para-choque e cobertura para conserto ou troca de pneus e rodas; o carro reserva para o segurado deve ser contratado quando o mesmo não possuir outro meio de locomoção em caso de sinistro e algumas companhias possuem carro reserva para o terceiro do sinistro.
BD: Que orientações você passaria para quem ainda não tem seguro de automóvel, ou seja, o que ele ganha ou perde?
Angélica: O seguro de automóvel hoje é praticamente indispensável de contratar devido ao aumento dos acidentes que acompanhamos, além do valor dos veículos que aumentaram após a pandemia, juntamente com peças e mão de obra para os consertos. Além disso o seguro é se precaver de um dano maior do que o seu patrimônio, vemos muitos acidentes que as pessoas não têm seguro e não tem como pagar os consertos, desse modo sendo acionados judicialmente, aumentando ainda mais o seu prejuízo.
BD: Quais são os erros mais recorrentes que motoristas fazem e acabam perdendo o direito do seguro?
Angélica: O seguro deve ser contratado de acordo com a real utilização do veículo pelo segurado, não podendo omitir informações quanto a condutor ou uso do veículo. Além disso o segurado deve estar sempre seguindo a Lei, ou seja, CNH em dia, não estar alcoolizado e seguindo as normas de trânsito.