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Política

Vereadora Éclesan alerta para o aumento dos casos de feminicídio no RS durante o expediente político

Em apenas um mês, dez mulheres foram assassinadas no Estado

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Por Assessoria
Foto Divulgação

Durante o expediente político de terça-feira (27), a vereadora Éclesan Palhão (MDB) manifestou-se sobre o aumento dos casos de feminicídio no Rio Grande do Sul, chamando a atenção para a necessidade de um posicionamento mais firme dos homens diante do problema. Segundo a parlamentar, essa não é uma pauta apenas feminina. Em apenas um mês, dez mulheres foram assassinadas no Estado.

Em sua fala, Éclesan destacou que os números não podem ser tratados como estatísticas frias, pois representam vidas interrompidas de forma violenta, famílias destruídas e crianças que passam a conviver com as consequências do trauma. Ao citar casos recentes noticiados pela imprensa gaúcha, a vereadora ressaltou que as vítimas tinham idades diferentes, viviam em cidades distintas e, em grande parte das situações, foram mortas dentro de casa, por companheiros ou ex-companheiros.

A parlamentar também provocou reflexão ao questionar como a sociedade reagiria se as vítimas pertencessem a outras categorias profissionais, como policiais, médicos, políticos ou atletas. Segundo ela, quando as vítimas são mulheres, o silêncio ainda se instala com rapidez, o que contribui para a banalização da violência. “Isso não é normal e não pode ser aceitável”, afirmou durante o pronunciamento.

Outro ponto destacado por Éclesan foi a necessidade de uma mudança cultural profunda, que passa pela educação, pelo respeito e pela responsabilidade emocional. A vereadora ressaltou que a violência contra a mulher não surge de forma isolada, mas é construída em relações marcadas pelo controle, pela desigualdade e pela incapacidade de aceitar limites.

Por fim, a parlamentar reafirmou seu compromisso com o enfrentamento à violência contra a mulher e com a defesa de políticas públicas voltadas à prevenção, proteção e acolhimento das vítimas. Para ela, cada feminicídio representa uma falha coletiva e reforça a necessidade de uma ação conjunta do poder público e da sociedade. “Não podemos aceitar o silêncio nem a normalização da violência. A mudança começa por nós”, concluiu

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