Presente no calendário de vacinação da gestante, a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal agente causador da bronquiolite em bebês, representa um dos grandes avanços do Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível gratuitamente nas unidades de saúde, o imunizante é aplicado nas mulheres grávidas e garante proteção para os bebês dentro da barriga.
Incorporada ao SUS em 2025, a vacina contra bronquiolite é recomendada a partir da 28ª semana de gestação, protegendo o bebê nos primeiros meses de vida. Ao ser vacinada, a gestante produz anticorpos que são transferidos ao bebê ainda durante a gravidez, possibilitando a proteção desde o nascimento e reduzindo o risco de internações e complicações respiratórias.
O VSR é um dos principais agentes de infecção respiratória em bebês, que são naturalmente mais vulneráveis. Transmitido por gotículas expelidas por tosse, espirro ou fala, o vírus se prolifera em ambientes fechados e por contato próximo com pessoas infectadas. Nesse sentido, a vacinação das mães durante a gestação garante imunidade dos bebês desde o nascimento.
Proteção para os recém-nascidos
Além da vacinação de gestantes, o SUS também implementou uma nova estratégia de proteção para recém-nascidos em janeiro deste ano. O nirsevimabe é um anticorpo de dose única, aplicado diretamente no bebê, que fornece proteção imediata contra o VSR. A estratégia é voltada para:
Todos os bebês prematuros, nascidos com menos de 37 semanas de gestação;
Crianças de até 24 meses com comorbidades que aumentam o risco de casos graves (durante a sazonalidade do vírus, de fevereiro a agosto).
O Rio Grande do Sul recebeu o primeiro lote do imunizante em janeiro, e as aplicações começaram em fevereiro. A administração ocorre nas maternidades ou em unidades de saúde da rede pública. Novas remessas serão enviadas ao Estado conforme a disponibilização de lotes pelo MS.
A combinação das duas estratégias de imunização, vacinando gestantes e bebês elegíveis, busca contemplar a maior proteção possível contra o VSR no estado. Com os anticorpos fortalecendo a imunidade desde os primeiros meses de vida, o risco de complicações diminui, diminuindo internações e evitando óbitos.