A busca por alternativas capazes de reduzir os danos causados por tempestades de granizo pautou a manifestação do vereador Ricardo Argenta (União Brasil) na sessão ordinária desta terça-feira (2). O parlamentar apresentou um pedido de providências propondo a análise da viabilidade de instalação de um sistema antigranizo em Erechim.
Ao defender a iniciativa na tribuna, Argenta destacou os prejuízos enfrentados pela população em decorrência das frequentes ocorrências de granizo registradas no município. Segundo ele, o episódio ocorrido no final de 2025 evidenciou a necessidade de investir em ações preventivas capazes de minimizar os impactos causados por eventos climáticos extremos.
“O objetivo é buscar alternativas para reduzir os prejuízos que afetam residências, comércios, veículos e demais estruturas quando ocorrem temporais de grande intensidade. Precisamos avaliar mecanismos que contribuam para proteger a população e o patrimônio dos erechinenses”, afirmou.
O vereador ressaltou que as mudanças climáticas têm tornado os fenômenos severos cada vez mais frequentes na região, exigindo planejamento e ações antecipadas por parte do poder público. Além disso, chamou atenção para a aproximação do fenômeno El Niño, que pode favorecer a intensificação das instabilidades atmosféricas e aumentar a ocorrência de tempestades acompanhadas de granizo.
Como exemplo de iniciativa já adotada na região Sul do país, Argenta citou o município de Chapecó, em Santa Catarina, que conta com um sistema antigranizo em funcionamento. Conforme relatado pelo parlamentar, a tecnologia esteve em operação no dia 25 de maio deste ano, contribuindo para reduzir os impactos das condições climáticas registradas na região.
Por meio do pedido de providências, o vereador solicita que os órgãos competentes do Poder Executivo Municipal realizem um estudo técnico detalhado para avaliar a viabilidade da implantação do sistema em Erechim. A análise deverá contemplar aspectos como custos de implantação e manutenção, área de cobertura, funcionamento da tecnologia, índices de efetividade e a possibilidade de firmar parcerias institucionais para viabilizar o projeto.
Para Ricardo Argenta, a prevenção deve ser prioridade diante dos desafios impostos pelos eventos climáticos extremos. “Estamos falando de uma medida que pode representar mais segurança para as famílias, menos prejuízos econômicos e uma maior capacidade de resposta do município frente aos fenômenos climáticos que vêm impactando nossa região”, concluiu.