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Saúde

Embolia pulmonar pode surgir sem aviso e está ligada a coágulos formados nas pernas

Condição figura entre as principais causas de morte súbita e tem relação direta com a trombose venosa profunda

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Prevenção, atenção aos sintomas e diagnóstico rápido salvam vidas
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

A embolia pulmonar é uma emergência médica potencialmente fatal, que ocorre quando um coágulo, geralmente originado na trombose venosa profunda (TVP) das pernas, se desprende e alcança os pulmões, bloqueando uma artéria pulmonar e prejudicando a circulação.

Quando o bloqueio é extenso ou múltiplo, grandes áreas do pulmão deixam de receber sangue, o que pode sobrecarregar o coração e levar a colapso cardiovascular e morte súbita se não houver diagnóstico e tratamento rápidos.

Fatores aumentam o risco de desenvolver a doença

Embora a incidência da embolia pulmonar aumente com a idade, a condição pode afetar pessoas de todas as faixas etárias. O risco está associado a situações que favorecem a formação de coágulos, como internações prolongadas com imobilização, cirurgias de grande porte (sobretudo ortopédicas e abdominais), fraturas em membros inferiores, câncer e quimioterapia, insuficiência cardíaca, gravidez e uso de anticoncepcionais hormonais.

Também são fatores relevantes o tabagismo, a obesidade e longos períodos de inatividade, como em viagens superiores a duas horas. Histórico familiar de trombose ou distúrbios hereditários da coagulação completa o grupo de risco.

Sintomas exigem atendimento imediato

Os sinais de alerta da embolia pulmonar podem surgir de forma súbita e incluem falta de ar repentina, dor no peito que piora ao respirar, tosse com sangue, palpitações, tontura e desmaios. Também pode haver inchaço em uma das pernas, sugestivo de trombose venosa profunda. Em casos mais graves, a primeira manifestação pode ser um colapso cardiovascular, exigindo atendimento de emergência imediato.

Diagnóstico precoce aumenta as chances de recuperação

A identificação precoce da trombose venosa profunda e da embolia pulmonar é fundamental para reduzir complicações e aumentar as chances de recuperação do paciente. A trombose costuma ser diagnosticada por meio de ultrassom com doppler colorido, exame capaz de avaliar o fluxo sanguíneo nas veias.

Já a embolia pulmonar é geralmente confirmada através da tomografia computadorizada do tórax. Dependendo do caso, outros exames podem ser solicitados para descartar doenças com sintomas semelhantes.

Após a confirmação do diagnóstico, o tratamento deve ser iniciado imediatamente. A principal abordagem envolve o uso de medicamentos anticoagulantes, que impedem o crescimento dos coágulos e reduzem o risco de novos eventos. Em determinadas situações, procedimentos específicos podem ser necessários para restaurar a circulação ou remover obstruções.

Na maioria dos casos, a embolia pulmonar exige internação hospitalar e, em quadros mais graves, acompanhamento em unidades de terapia intensiva (UTI). Já pacientes com tromboses menores e considerados de baixo risco podem receber tratamento domiciliar sob acompanhamento médico.

Prevenção é a principal estratégia contra a embolia pulmonar

Como mais de 80% dos casos de embolia pulmonar têm origem em coágulos formados nas veias das pernas, especialistas destacam que a melhor forma de reduzir a incidência da doença é prevenir a trombose venosa profunda.

A adoção de hábitos saudáveis desempenha papel fundamental nesse processo. A prática regular de exercícios físicos, o controle do peso corporal, a manutenção de uma boa hidratação e a redução de períodos prolongados de imobilidade ajudam a diminuir o risco de formação de coágulos.

Pessoas que possuem familiares próximos com histórico de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar também devem buscar avaliação médica para investigar possíveis fatores hereditários que aumentem a predisposição à doença.

Nos hospitais, onde muitos pacientes apresentam risco elevado para o desenvolvimento de tromboses, medidas preventivas incluem estímulo à caminhada precoce, fisioterapia motora, uso de meias de compressão elástica e dispositivos de compressão pneumática intermitente para aqueles que não podem se movimentar. Em situações específicas, também podem ser utilizados medicamentos anticoagulantes sob orientação médica ou, quando esses fármacos são contraindicados, o implante de filtro de veia cava, procedimento minimamente invasivo destinado a impedir que coágulos cheguem aos pulmões.

O conhecimento dos fatores de risco, a atenção aos sintomas e a adoção de medidas preventivas são essenciais para reduzir os casos de embolia pulmonar, uma condição grave que continua entre as principais causas de morte súbita em todo o mundo.

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