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Saúde

Mofo nas paredes pode agravar alergias e causar problemas respiratórios

Fungos liberam esporos que circulam pelo ambiente e afetam principalmente pessoas com asma, rinite e baixa imunidade

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O mofo nas paredes pode comprometer a saúde respiratória e exige combate à umidade para ser eliminad
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação IA

As manchas de mofo nas paredes são um problema comum em residências com pouca ventilação e alta umidade, muitas vezes associadas a infiltrações e à proliferação de fungos microscópicos, especialmente em períodos chuvosos. Elas aparecem como marcas escuras, em tons de preto, verde ou cinza, prejudicando a estética dos ambientes e podendo representar riscos à saúde.

Embora muitas vezes vistas apenas como um incômodo visual, especialistas alertam que o mofo dentro de casa pode causar problemas respiratórios e agravar condições já existentes.

Esporos liberados pelo mofo afetam a respiração

Os fungos do mofo liberam esporos microscópicos que ficam suspensos no ar e podem ser inalados continuamente. Embora o odor seja característico, a exposição prolongada pode levar à adaptação ao cheiro, fazendo com que ele passe despercebido.

A inalação desses esporos pode causar sintomas como nariz entupido, espirros, tosse persistente, chiado no peito, falta de ar, coceira nos olhos e dores de cabeça, que tendem a piorar à noite, especialmente em ambientes como o quarto.

Especialistas alertam que apenas afastar a cama de uma parede mofada não resolve o problema, já que o risco principal está na dispersão e inalação dos esporos no ambiente.

Pessoas alérgicas estão entre as mais vulneráveis

Os efeitos do mofo tendem a ser mais graves em pessoas com alergias respiratórias, como asma, rinite e bronquite. Em indivíduos com predisposição genética, a exposição pode até contribuir para o surgimento dessas doenças, além de agravar crises em quem já convive com elas.

Também estão entre os grupos de risco pessoas com dermatite atópica, crianças, idosos, gestantes e imunodeficientes, que possuem sistemas imunológicos mais sensíveis e podem sofrer impactos mais intensos com a exposição prolongada aos fungos.

Ventilação e combate à umidade são fundamentais

A principal forma de evitar o mofo é reduzir a umidade dos ambientes, com medidas simples como manter janelas abertas, permitir a entrada de luz solar e garantir a circulação de ar. Em alguns casos, desumidificadores podem ajudar no controle.

Embora a pintura das paredes seja uma solução comum para esconder manchas, ela costuma ser temporária. Quando há infiltração, o mofo tende a reaparecer se a causa não for resolvida. Por isso, o tratamento da origem do problema e a manutenção da limpeza são essenciais para uma solução definitiva.

Limpeza exige cuidados para evitar contaminação

Quando o mofo está concentrado em pequenas áreas, a limpeza pode ser feita com solução de água sanitária diluída em partes iguais com água. A mistura deve ser aplicada no local afetado, aguardar de 10 a 15 minutos e, depois, esfregar a superfície.

Durante o processo, há risco de liberação de esporos no ambiente, o que exige o uso de equipamentos de proteção, como luvas, óculos e máscara, além de ventilação adequada. Em casos de áreas maiores ou infestações mais extensas, recomenda-se buscar empresas especializadas.

Persistência dos sintomas exige avaliação médica

Muitas pessoas com rinite crônica se acostumam a sintomas como espirros, coriza e congestão nasal, mas especialistas alertam que essas manifestações persistentes não devem ser consideradas normais. A avaliação médica e o tratamento precoce das alergias ajudam a evitar impactos na qualidade de vida, no desempenho escolar e profissional, além de reduzir o risco de agravamento do quadro. Nesse contexto, combater a presença de mofo dentro de casa vai além da conservação do imóvel e se torna uma importante medida de proteção à saúde da família.

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