Em entrevista à TV Bom Dia nesta sexta-feira (17), o deputado federal Alexandre Lindenmeyer (PT) afirmou que duas das principais prioridades do país para os próximos anos devem ser a criação de políticas públicas voltadas ao envelhecimento da população e o fortalecimento das ações de prevenção e resposta aos eventos climáticos extremos. A entrevista integrou a agenda de prestação de contas do mandato realizada pelo parlamentar no Alto Uruguai.
Atuação
Presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados e integrante da Comissão de Políticas Públicas para as Pessoas Idosas, Lindenmeyer salientou que o Brasil precisa tratar o envelhecimento populacional como uma política de Estado: “A projeção é de que, até 2050, metade da população brasileira tenha mais de 60 anos, exigindo planejamento em áreas como saúde, assistência social, previdência, habitação e acessibilidade.”.
Fontes permanentes de financiamento para política de idosos
O deputado defende a criação de fontes permanentes de financiamento para políticas destinadas aos idosos, nos moldes dos fundos existentes para crianças e adolescentes. Também citou a necessidade de ampliar ações de prevenção de quedas, incentivo à prática de atividades físicas, adaptação das moradias e modelos de residências assistidas para pessoas que vivem sozinhas.
Atuação integrada para os impactos das mudanças climáticas
Ao comentar a sequência de estiagens, enchentes e temporais que atingem o RS (incluindo o granizo que devastou milhares de residências em Erechim), o parlamentar afirmou que os governos precisarão atuar de forma integrada para reduzir os impactos das mudanças climáticas.
Medidas apontadas
Entre as medidas apontadas estão a recuperação das matas ciliares para reduzir o assoreamento dos rios, a revisão dos planos diretores para evitar ocupações em áreas de risco e a qualificação permanente das Defesas Civis estaduais e municipais.
Planejamento de longo prazo e políticas públicas permanentes
Durante a entrevista, Lindenmeyer afirmou que pretende manter essas pautas entre as prioridades de um eventual novo mandato, defendendo que tanto o envelhecimento da população quanto as mudanças climáticas representam desafios estruturais que exigem planejamento de longo prazo e políticas públicas permanentes.