Uma pesquisa sobre o melanoma no Alto Uruguai Gaúcho foi apresentada no IV Congresso Brasileiro e II Congresso Internacional de Câncer de Pele, realizado de 22 a 24 de outubro de 2026, em Goiânia. O cirurgião oncológico e professor da URI Fábio Paiz e a acadêmica de Medicina Ana Carolina Zaffari Vitorello participaram do evento com o trabalho, que também tem como autores Ediane Rambo e Clóvis Klock.
O estudo analisou 961 laudos de um laboratório de referência regional, abrangendo o período de dezembro de 2012 a dezembro de 2025. Foram comparados os tipos mais frequentes de melanoma, considerando idade, sexo, localização das lesões e características dos tumores.
O melanoma extensivo superficial foi o mais frequente, com aproximadamente 61% dos registros. Já os tipos nodular e acral apresentaram, com maior frequência, tumores mais espessos e outras características de maior agressividade.
Segundo o professor Fábio Paiz, o diferencial da pesquisa está em reunir uma série regional de 13 anos, permitindo conhecer melhor o perfil dos casos diagnosticados nesse serviço. Essas informações podem subsidiar ações de conscientização, apoiar os profissionais de saúde e orientar novas pesquisas voltadas às necessidades da comunidade.
Para os pacientes, o trabalho reforça a importância de observar a pele e investigar lesões suspeitas, inclusive nas mãos, nos pés e nas unhas. O melanoma pode se espalhar para outros órgãos, mas o diagnóstico precoce aumenta as chances de um tratamento bem sucedido. Segundo o INCA-RJ, o Brasil deve registrar 9.360 novos casos por ano entre 2026 e 2028.
A equipe pretende ampliar o período analisado para 15 anos de registros. A continuidade poderá aprofundar o conhecimento sobre os casos atendidos na região e abrir caminho para investigar possíveis mudanças nas características dos tumores ao longo do tempo.