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Política

Tradicionalista tem nome imortalizado

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Amigos e familiares prestigiaram a votação do projeto de lei
Por Assessoria de imprensa
Foto Carlos Silveira

O Loteamento Fiebig II terá uma rua com o nome Alcides Mendes de Camargo. O tradicionalista que tinha o nome artístico de “Xirú Camargo”, foi homenageado por meio de projeto de lei proposto pelo vereador Jorge Psidonik (PT).

Sobre o homenageado

“Xirú Camargo” nasceu no atual município de Ibirapuitã, no dia 02 de dezembro de 1922. Um dos cinco filhos de Thomaz Mendes de Camargo e Celina Chaise Camargo. Teve uma história vinculada com o desenvolvimento de Erechim e região, sobretudo na cultura. Na infância trabalhou muito, ajudando seu pai transportando madeira em carroça de boi nos municípios de Ernestina, Carazinho e Passo Fundo. Aos 19 anos, buscando melhorar sua condição de vida, entrou para a Brigada Militar, em Passo Fundo. Logo foi destacado para o município de José Bonifácio, um dos nomes que Erechim teve ao longo de sua história.

Na “Capital da Amizade” fazia diligências para levar os presos a Porto Alegre. O primeiro destacamento estava localizado onde hoje é o prédio do INSS e a cadeia no subsolo da prefeitura. Por falta de cabos recebeu uma promoção para exercer a função de Patrulha, cargo semelhante ao um agente penitenciário. Fazia ronda a cavalo nos bairros, pois na época a Brigada não dispunha de veículos motorizados.

Em 1947 ingressou na Secretaria de Desenvolvimento de Obras Públicas do Estado do RS, quando da instalação da Hidráulica em Erechim, hoje Corsan. Dentre outras atividades, ajudou na construção da estação de tratamento nos altos da Rua Paraná. Após o término das obras, em 1952, foram abertas as torneiras nas residências da cidade.

Neste mesmo ano Xirú Camargo passou a ser o primeiro cobrador de água, batendo de porta em porta, recebendo as contas diretamente dos consumidores. Para aumentar a renda e garantir o sustento da família, também vendia carnês da Santa Casa e seguros de vida

 Apaixonado pela cultura gaúcha, desde a infância envolvia-se nas atividades culturais da cidade. Hora como simples participante, hora como organizador de bailes gaúchos onde reunia centenas de pessoas. Em 1959, iniciou um projeto do qual nutria muito orgulho: o programa Querência Amada, que ia ao ar nos sábados às 15h pela Rádio Erechim.

 Juntamente com seu amigo Aldo Antonio Bartininski, popular Maragato, Xirú Camargo apresentava convidados como cantores, músicos, repentistas/trovadores, poetas e compositores. Participavam também peões e prendas. Havia a escolha das prendas do programa, sendo que Ivone Fabro e Jane Maria Paz foram eleitas.

No início dos anos 80 aposentou-se do serviço público após trabalhar 35 anos, seis meses e 17 dias. No entanto, não parou de trabalhar. Conseguiu emprego no Piscina Clube e no Hotel Paiol Grande. Algum tempo depois foi acometido de uma doença que lhe comprometeu seriamente a mobilidade nas pernas, de modo que se movimentava com dificuldades com ajuda de um andador.

O homenageado gostava de anotar dados populacionais, territoriais e acontecimentos. Lia muito jornais e livros. “Sempre que encontrava um interlocutor, ficava feliz por poder conversar e contar alguma de suas histórias vividas. Cultivava uma fé muito grande em Deus e a alimentava através da leitura diária da Bíblia e constantes orações. Agradecia a Deus a cada dia de vida antes de dormir. Exemplo de pai, esposo e amigo”, destacou Psidonik se seu discurso de homenagem.

Xirú Camargo morreu em 2014 em Erechim, aos 92 anos,

 

 

 

 

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