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Blog de Rodrigo Finardi

  • A história se reencontra 52 anos depois!

    Por Rodrigo Finardi
    Foto Arquivo pessoal

    Em 1966, José Carlos Caldart (Leleco), na época com 15 anos, quando da realização da primeira Frinape, dirigiu um trator pelas ruas da cidade para divulgar a feira, junto com a corte. O trator pertencia a família,

    O mesmo traje

    A história se reencontrou 52 anos depois. No feriado de 15 de novembro, no Parque da Accie, o irmão de Leleco, Cezar Caldart, usando vestimentas da época recriou aquele momento: “Este mesmo trator, foi doado e tentei reeditar comigo substituindo meu irmão, 52 anos depois, o traje parecido. Tentei fazer o melhor possível. Meu irmão mora em São Paulo. Não conseguiu vir”.

    Trator 1956

    Atualmente o trator pertence a Irineu Pedrollo, Pertencia a família Caldart: “com seis, sete anos já trabalhávamos na roça. E aprendemos a dirigir tanto eu como meu irmão mais velho nesse trator. Como ele puxávamos uma colheitadeira. Esse trator é de 1956. O Irineu restaurou ele. Pegou lá na granja, seis meses atrás”, relata Caldart.

    17 anos parado e a fumaça preta

    Outro detalhe interessante é que esse trator ficou 17 anos parado num armazém: “Quando foi construído um novo armazém meu tio trouxe ele rebocado (4 ou 5 quilômetros) e quando chegou fez funcionar sem colocar óleo e nem água e com os pneus vazios colocou de ré dentro do armazém Me lembro como se fosse hoje, aquela fumaça preta da descarga”, finaliza Caldart   

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    O orador, dois fuscas e a Transbrasiliana

    Pelo Parque da Accie, na manhã de quinta-feira (15) o advogado Jorge Lisbôa Goelzer caminhava de um lado para outro e como lhe é peculiar conversava com todos indistintamente.

    Parou no estande do Grupo Bom Dia e tivemos uma conversa prazerosa. E cada vez que conversamos tenho uma surpresa agradável.

    Um destes assuntos foi o discurso do secretário estadual de Agricultura, Odacir Klein, que citou o nome do Jorge, durante a abertura oficial da feira no dia 10 de novembro.

    Quis saber detalhes dessa amizade que ficou clara para todos. Conto-me Jorge que os dois moravam em Getúlio Vargas e eram colegas no curso de Direito em Passo Fundo.

    Tanto Jorge, como Odacir, tinham um fusca. Para baixar as despesas, cada dia usavam um carro e o outro de carona. Usavam a Transbrasiliana (BR 153) que continua sem asfalto até hoje.

    No decorrer do curso, chegando ao final, Odacir Klein foi o grande cabo eleitoral de Jorge Goelzer para ser o orador da turma na formatura.

    Uma bela história de superação, que mostra as dificuldades que todos temos na vida, e que serve de estímulo para os demais. Com relação ao dom da oratória, os dois têm de sobra.

     

    A política é dinâmica, nunca se sabe o amanhã

    Quando corria o ano de 2008, o então vereador Paulo Alfredo Polis (na época no PT), resolveu juntamente com seu grupo de apoio que queria concorrer a prefeito de Erechim. Foi encorajado por muitos e desencorajados por outros.

    Não desistiu e passou a negociar com o MDB, seu atual partido, para indicar seu vice (que acabou sendo Ana Oliveira). E essa negociação passou também pelo ex-prefeito de Erechim, Antônio Dexheimer que endossou a candidatura e na época disse a seguinte frase: “voto em Polis, pois conheço Tirello e Schmidt”, os dois oponentes no pleito. Polis se elegeu e ficou oito anos como prefeito (dois mandatos).

    Mas essa relação política entre os dois acabou. Na reeleição não estavam mais juntos. Na eleição suplementar de 2013, que acabou não saindo, Dexheimer e outro ex-prefeito Eloi Zanella, apoiaram Schmidt, algo que se repetiu em 2016.

    Na homenagem aos ex-prefeitos na abertura da feira, os dois – Polis e Dexheimer -, sentaram na mesma fileira com as respectivas ex-primeiras-damas, Cristiane e Denise.

    O encontro foi inevitável. Trocaram abraços e algumas palavras. Estava longe e não entendo de leitura labial, mas como a política é dinâmica, nunca se sabe o amanhã.

     

    A escolha do Castelinho como símbolo máximo do centenário

    O Castelinho, foi utilizado como o símbolo máximo de Erechim, durante a Frinape. A imagem dele apareceu ao fundo, na abertura da feira. Todos os discursos, tinha como pano de fundo uma imagem imponente do prédio centenário que abrigou a Comissão de Terras.

    Todas as lideranças presentes puderem num mesmo local, vê-lo inteiro, sem os problemas que se escondem nele.

    Recentemente escrevi sobre as péssimas condições que ele se encontra, e a secretaria de Educação através do departamento de turismo garantiu que está sendo elaborado um projeto de uso (plano de ocupação) do local, para depois recuperá-lo.

    Com tanta gente importante no mesmo local, essa é a hora de todos se darem às mãos, para buscarem uma solução definitiva para o Castelinho. Não esperar apenas ações do setor público. E repito: achar culpados depois que acontecer algo de pior não adianta. É hora de se antecipar. É hora de agir.  

     

     

     

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