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Blog de Rodrigo Finardi

  • Vereadores independentes podem perder cargos na prefeitura?

    Por Rodrigo Finardi
    Foto Rodrigo Finardi

    O prefeito de Erechim, Luiz Francisco Schmidt, falou sobre a criação de um grupo independente de vereadores, que este espaço divulgou na edição de ontem: “sempre afirmei e reafirmo em todas minhas manifestações a independência dos poderes. Se observares atentamente verás que temos vereadores da mesma coligação do governo que se abstiveram ou votaram contra projetos enviados à Câmara e alguém ouviu qualquer comentário meu a respeito. Nenhuma reclamação, nenhuma retaliação”.

    Atuação independente

    Quando assumiu no seu discurso de posse, Schmidt já falava sobre isso, da atuação independente dos poderes: “Respeito a todos e continuarei a fazê-lo. Para mim todos são independentes e sempre votaram de acordo com sua consciência. São poderes independentes. Todos. Simples assim”.

    Ajuda para cumprir promessa de campanha

    Mas uma pergunta fica no ar e poderá ter desdobramentos logo ali na frente. Os que se rotularem independentes, colocarão os cargos à disposição que indicaram no Executivo? Ou o próprio prefeito pode fazer as exonerações e desta forma cumprir sua promessa de campanha de nomear apenas 50% dos cargos em comissão, em comparação com o governo passado.

    Terceira Lei de Newton

    Conheço um pouco como funciona a cabeça do prefeito Schmidt. Jamais não aceita pressão de quem quer que seja, e sus ações diante desse quadro podem ser mais drásticas. Logo sua reação pode ser proporcional a ação dos vereadores independentes. É a terceira Lei de Newton  

    Expulsou o PT com vice e tudo

    Para quem não lembra, em 1997, quando foi prefeito de Erechim, no primeiro ano de seu mandato, em função de algumas desavenças internas, simplesmente expulsou o PT da prefeitura com vice-prefeito e tudo. Logo, acredito numa reação em breve.

     

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    Eleições das comissões permanentes

    Após o recesso parlamentar, na próximo segunda-feira (18) serão retomadas as sessões ordinárias da Câmara de Vereadores de Erechim. Nessa primeira sessão serão escolhidos os representantes das três comissões permanentes: Justiça e Redação; Economia e Finanças; Desenvolvimento Social.

    Será a primeira sessão ordinária já com o novo Regimento Interno. Já teve uma extraordinária onde foi testada as mudanças, quando do repasse de R$ 1,5 milhão para a Fundação Hospitalar Santa Terezinha.

     

    “O governo joga contra ele mesmo em suas atitudes”

    O vereador Claudemir de Araújo (PTB) um dos vereadores independentes no Legislativo erechinense, foi um dos nomes que ajudou Luiz Schmidt nas eleições em 2016, indo até contrário ao candidato de sua coligação. Então é da relação do prefeito.

    Questionei-lhe o porquê dessa decisão. E Araújo que não poupa nas palavras soltou o verbo: “Não existe sintonia nenhuma, do Executivo com o Legislativo e mesmo dentro dos setores da prefeitura. Existe ciúmes em tudo. Se solicitamos algo, raramente somos atendidos. O governo joga contra ele mesmo em suas atitudes”.  

     

    Estratégia para a crise financeira terrível

    Com um mês e meio do governo de Eduardo Leite, os cargos nas coordenadorias regionais continuam intactos. Apesar da pressão de alguns, ninguém é nomeado. O governador gaúcho usa uma estratégia acertada, apesar da voracidade de alguns. Precisa aprovar alguns projetos, e desta forma quem pretende espaço, pode votar a favor. Caso nomeie agora, pode perder votos na Assembleia Legislativa. Não se surpreendam se nesse primeiro semestre fique assim, para fazer a reformulação, inclusive com a extinção de cargos, para enxugar a máquina pública, já que o Estado vive uma crise financeira terrível. A questão é, até quando aguentará a pressão dos ‘loucos por cargos’

     

     A suplência não é eterna

    Na reunião dos vereadores que querem montar um grupo independente, sete compareceram, dos oito ditos da base aliada (mas nem todos se dizem independentes, mas simpatizantes, e que cada um aja como achar melhor). Só não estava presente o vereador Márcio Pavoni (Solidariedade) que é sobrinho do prefeito Schmidt.

    E como ele é suplente do secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Leandro Basso, que ainda está no PRB, mas pode trocar de partido, pode retornar ao Legislativo antes que se imagine.

    O impasse deve se resolver em breve

    Flavinho de Barcellos (PDT), vereador de primeiro mandato faz o seguinte relato sobre a criação do grupo independente (nem favorável, nem contrário): “Creio que temos a obrigação de buscar o melhor entendimento entre Legislativo e Executivo para o bem-estar da nossa cidade, sabendo que muitas vezes é preciso ceder para avançar”.

    Adota um perfil conciliador e acredita que tudo irá se resolver: “Nunca fui coagido a votar nenhum projeto. A leitura que faço é que a base do governo na Câmara sempre foi independente nas suas decisões. Acredito que esse impasse se contorne em breve”, finaliza.

     

    A articulação política deixa a desejar

    O tucano Emerson Schelski, que é do mesmo partido do prefeito, afirma que existe uma insatisfação entre os vereadores da base e o Executivo pela falta de diálogo: “o chefe de gabinete deveria fazer essa articulação, chamar para reuniões e explicar o que está sendo feito e onde se pretende chegar. Existe sim essa insatisfação”, ressaltou o vereador.

    Afirma que sempre votou nos projetos de forma independente, e nunca recebeu pressão do Executivo: “O momento é de se ter uma conversa entre os vereadores da base e o prefeito para resolvermos os impasses que acredito ser temporário.  E reforço, na minha opinião quem tem que fazer isso é o chefe de gabinete do prefeito, e até o momento não acontece essa parte política por parte do Executivo. Eu tenho sido bem atendido em minhas demandas, mas a articulação política deixa a desejar”, finaliza Schelski.   

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