Família Zardo completa mais de seis décadas atuando no mercado da fotografia
Foi no inverno de 1955 que, motivado pelo desejo de ter seu próprio negócio, Olírio Zardo abriu seu estúdio de fotografias em Erechim. Na Capital da Amizade desde 1950, o fotógrafo aprendeu o ofício em sua cidade natal, Veranópolis, quando tinha 15 anos. Hoje, aos 85, não esconde a alegria tampouco o orgulho de ver os filhos darem sequência ao sonho que começou a construir junto com a esposa, Maria, ainda na juventude.
A profissão que aprendeu na adolescência ainda o acompanha. Conforme ele lembra, logo que chegou na região, trabalhou com fotógrafos que por aqui já se aventuravam. Em um de seus trabalhos, conheceu a jovem que viria a ser sua esposa. Casou-se, pediu demissão do estúdio onde trabalhava e abriu o primeiro estúdio Zardo, no bairro Três Vendas.
Em pouco tempo viu seu negócio crescer, já que por muitos anos foi um dos únicos profissionais da área que atuava no Alto Uruguai. Fotografou batismos, formaturas, casamentos e registrou grande parte do passado erechinense através das fotos das famílias que, após as missas de domingo, passeavam pelas principais avenidas da cidade. Em 1961 o estúdio mudou-se para a Rua Itália e, em 1966 instalou-se no endereço onde até hoje atende seus clientes, em uma das ruas mais movimentadas do centro de Erechim.
Se nos primeiros anos de negócio era sua esposa quem o acompanhava nos eventos em que precisava fotografar, com a chegada dos filhos a equipe Zardo foi aumentando. Dos seus quatro filhos, pelo menos três trabalham com fotografia ainda hoje. A profissão iniciada por Olírio já chega a terceira geração da família, já que um de seus netos também vem atuando neste meio. Com mais de seis décadas de história, a empresa conta hoje com mais de 20 profissionais.
Do analógico ao digital
Em toda a trajetória da Foto Zardo, Olírio viu a fotografia passar pela transição do analógico ao digital e vivenciou de perto mudanças que exigiram força de vontade e determinação dos profissionais. “A fotografia evoluiu muito rápido. Em pouco tempo tivemos muitas mudanças e quem não acompanhou perdeu espaço. Sempre tive em mente que me atualizaria e, ainda hoje, a empresa segue se atualizando, pois este meio ainda segue crescendo”, avalia o fotógrafo.
Além da atualização constante, Olírio destaca que é preciso se reinventar e, acima de tudo, não perder a consciência sobre a principal atribuição das fotografias. “Mesmo com as coisas mudando, a fotografia segue sendo uma maneira de registrar momentos, de guardar memórias. Quem trabalha neste meio precisa ter isto sempre em mente, pois só assim a foto seguirá cumprindo seu papel e continuará sendo buscada”, finaliza.
Dia do fotógrafo
O Dia do Fotógrafo está oficialmente registrado em muitos calendários como 8 de janeiro, considerada a data que a primeira câmera fotográfica chegou no Brasil, em 1840. No entanto, há algumas controvérsias sobre o dia exato, sendo que alguns consideram o dia 7 ou mesmo 16 de janeiro. A primeira câmera fotográfica se chamava Daguerreótipo, inventada por Louis Jacques Mandé Daguérre e apresentada ao mundo em 19 de agosto de 1839, na Academia de Ciências da França, em Paris. O Dia Mundial da Fotografia é celebrado em 19 de agosto em homenagem à este acontecimento.