Componentes somam forças para dar sequência à entidade criada há mais de 65 anos
Em sete de setembro de 1951 iniciava a história de uma das entidades de maior longevidade de toda região, com a fundação da Banda Municipal de Erechim. Sua primeira exibição, no feriado da Independência daquele ano, marcou o começo de uma trajetória que ainda hoje persiste através do apreço pela música que une um grupo de mais de 20 músicos. Em meio a rotina de ensaios e aulas semanais, a entidade luta por maior reconhecimento e, principalmente, para voltar a ter apoio, especialmente por parte do poder público.
O presidente da banda, Paulo Ernesto Toldo, reforça a importância desta valorização para a sequência da trajetória de mais de 65 anos da entidade. “Desde seu início a banda teve apoio das administração municipais, o que contribuiu para que sua história fosse levada adiante. Infelizmente nos últimos anos isso não aconteceu de maneira satisfatória, passamos por períodos complicados e a entidade só sobreviveu graças ao esforço de seus componentes, que muitas vezes chegaram a tirar verba do próprio bolso para custear desde compra de materiais até ajustes em instrumentos e uniformes, por exemplo”, desabafa.
O vice-presidente da entidade, Heitor Rigoni, explica ainda que a falta de apoio à banda teve consequências como a diminuição no número de componentes. “Antes tínhamos em média 30 integrantes, além de estudantes quase prontos para participar. Como tivemos limitados os recursos, acabamos não conseguindo expandir ”, lamenta. Já o maestro da entidade, Ivan José da Luz, ressalta ainda a importância cultural da banda para a cidade e o trabalho gratuito que é realizado pelos componentes. “Não foram poucas as vezes em que fomos convidados para apresentações para as quais precisamos nos deslocar com nossos próprios veículos”, diz.
Apesar dos percalços, os músicos são otimistas quanto ao futuro da entidade e apostam no apoio da nova administração para a continuidade da banda. “Estamos aqui e nossa maior luta é para não deixar a banda morrer. Sabemos da importância de uma entidade como essa e esperamos maior apoio para que nossa história tenha continuidade”, finaliza o presidente.
De geração em geração
Uma das características da banda é a presença de diferentes gerações de uma mesma família. O vice-presidente, por exemplo, se orgulha do fato de seu pai, Carlos Rigoni, ter sido um dos fundadores da entidade. “Foi ele inclusive que me desafiou a iniciar na música”, recorda. O presidente, Paulo, também está na banda influenciado pelo seu pai Reny, que também participa da entidade. Situação semelhante ocorre com o maestro, que também tem familiares na banda. “É uma das nossas características esse carinho que passa de pai para filho. De diferentes gerações darem sequência à história da entidade”, pontua Toldo.
O maestro ressalta ainda que interessados em entrar na banda podem procurar os integrantes. Os ensaios são realizados às quartas-feiras à noite, a partir das 20h, e as aulas teóricas são realizadas nos sábados à tarde, a partir das 14h na Escola de Belas Artes, sem custos.